segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Desvendando os Segredos do Candomblé

O enorme crescimento das religiões mediúnicas no Brasil, nos últimos anos, tráz á reflexão uma série de temas que não podem passar despercebidos. O Candomblé, em especial, tem atraído a atenção de uma variada gama de estudiosos, para não mencionar o fato de que começa a fazer novos adeptos, cada vez mais, nas camadas mais letradas - onde sempre se localizou o preconceito.
O Candomblé, ao lado de outras correntes espirituais, propicia um contato mais aberto com o que a Bíblia denomina: demônios, espíritos das trevas. Podemos observar sua influência na cultura brasileira, basta visitarmos os museus da Bahia, ou observarmos os blocos carnavalescos, a cantigas de roda (samba lele tá doente, tá com a cabeça quebrada...) etc.

Entende-se como cultos afro-brasileiros duas correntes principais, o Candomblé e a Umbanda. Um é a religião africana trazida pelos negros escravos para o Brasil e aqui cultuada em seu habitat natural (onde não era apenas um, mas uma série de diferentes manifestações especificas de cada região), diferenças essas acentuadas pela várias regiões do seu país de origem. Outra é uma religião nova, desenvolvida no Brasil como a síntese de um processo de sincretismo das mais diferentes fontes, que vão do catolicismo, passando pela macumba, pelo Kardecismo, e até pôr cultos tipicamente indígenas. Assim, dentro das duas diferentes correntes básicas, uma série de subcorrentes se manifesta, dando origem a significados às vezes amplamente diversos para o mesmo culto (no final das contas tudo é espiritismo, e provem da mesma fonte: o diabo).

As Origens do Candomblé

Com a colonização do Brasil faltaram braços para a lavoura. Com isso, os proprietários da terra tentaram subjugar o índio pensando em empregá-lo no trabalho agrícola. Entretanto, o índio não se deixou subjugar, o que levou os colonizadores a voltarem-se para a África em busca de mão-de-obra para a lavoura. Começa assim um período vergonhoso da História do Brasil, como descreve o poeta Castro Alves em suas poesias ‘Navio Negreiro” e “Vozes D`África
“Acredita-se que os primeiros escravos africanos chegaram ao primeiro mundo já 1502. Provavelmente, os primeiros carregamentos de escravos chegaram em Cuba em 1512 e no Brasil em 1538 e isso continuou até que o Brasil aboliu o tráfico de escravos em 1850 e na Espanha finalmente encerrou o tráfico de escravos para Cuba em 1866. A maioria do três milhões de escravos vendido à América Espanhola e o cinco milhões vendidos ao Brasil num período de aproximadamente três séculos, vieram da costa ocidental da África.
Era muito cruel o tratamento imposto aos escravos desde o momento da partida da África e durante a viagem nos navios chamados “tumbeiros”, que podia se estender a cerca de dois meses. Os maus tratos continuariam depois, para a maioria deles até a morte. Edson Carneiro informa que o tráfico trouxe escravos de três regiões: da Guiné Portuguesa, do Golfo da Guiné (Costa da Mina) e de Angola, chegando até Moçambique. Os africanos chegaram divididos em dois grupos principais: sudaneses (os de Guiné e da Costa da Mina) e os bantos (Angola e Moçambique). Os da Costa da Mina desembarcavam na Bahia, enquanto que os demais eram levados para São Luís do Maranhão, Bahia, Recife e Rio de Janeiro, de onde se espalhavam para outras regiões do Brasil, como litoral do Pará, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo.
A presença do orixá é necessária tanto na Umbanda como no Candomblé. É de origem africana que foram trazidos pelos negros escravizados. Seu culto é a essência do Candomblé, e foi mantido vivo no Brasil. O continente africano, na época das grandes levas de escravos, era ainda mais fragmentado politicamente do que hoje. O conceito de nação ou Estado, em seu significado mais restrito, não encontra correspondente na realidade geopolitica africana desse período. Diversas nações de tribos fragmentavam qualquer idéia de unidade cultural, ainda que, cercada pela selva, muitas dessas comunidades nunca entraram em contato nem tiveram notícia da existência de outras. Isto resulta numa grande diferença de culto de região para região, onde os nomes de um mesmo orixá são absolutamente diferentes.
No Brasil, porém, pode-se notar um culto predominante do ritual e das concepções iorubá - um povo sudanês da região correspondente à atual Nigéria, que dominou e influenciou politicamente e culturalmente um grande número de tribos. Esse culto se estendeu pôr toda a América, com exceção (se bem que há notícias do estabelecimento cada vez maior destes cultos) da América do Norte, com maior destaque para Cuba e Brasil.

Os Orixás e Outras Entidades no Candomblé

Quem São os Orixás

De acordo com o Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros de Olga Cacciatore, os orixás são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os homens. Na África eram cerca de 600 - para o Brasil vieram talvez uns 50, que estão reduzidos a 16 no Candomblé, dos quais só 8 passaram para à Umbanda. Muitos deles são antigos reis, rainhas ou heróis divinizados, os quais representam as vibrações das forças elementares da Natureza - raios, trovões, tempestades, água; atividades econômicas, como caça e agricultura; e ainda os grandes ceifadores de vidas, as doenças epidêmicas, como a varíola, etc.

Origem Mitológica dos Orixás

Quanto à origem dos orixás, uma das lendas mais populares diz que Obatalá (o céu) uniu-se a Odudua (a terra), e desta união nasceram Aganju (a rocha) e Iemanjá (as águas). Iemanjá casou-se com seu irmão Aganju, de quem teve um filho, chamado Orungã. Orungã apaixonou-se loucamente pela mãe, procurando sempre uma oportunidade para possuí-la, até que um dia, aproveitando-se da ausência do pai, violentou-a. Iemanjá pôs-se a fugir, perseguida pôr Orungã. Na fuga Iemanjá caiu de costas, e ao pedir socorro a Obatalá, seu corpo começou a dilatar-se grandemente, até que de seus seis começaram a jorrar dois rios que formaram um lago, e quando o seu ventre se rompeu, saíram a maioria dos orixás . Pôr isto Iemanjá é chamada “a mãe dos orixás”.

Os Orixás e o Sincretismo

O sincretismo religioso é também um aspecto significante dos cultos afros. Sincretismo é a união dos opostos, um tipo de mistura de crenças e idéias divergente. Os escravos não abriram mão de seus cultos e suas divindades. Devido a um doutrinamento imposto pelo catolicismo romano, os africanos começaram a buscar na igreja, santos correspondentes aos seu orixás. Muitos dos orixás nos cultos afros encontrará no Catolicismo um santo “correspondente “ - pôr exemplo:

Exu - diabo
Iemanjá - Nossa Senhora
Ogum - São Jorge
Iansã - Santa Bárbara
Iemanjá - Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Oxóssi - São Sebastião
Oxalá - Jesus Cristo - Senhor do Bonfim
Omulú - São Lázaro
Ossain - São Benedito
Oxumaré - São Bartolomeu
Xango - São Jerônimo

Também presentes nos cultos afros-brasileiros estão espíritos que representam diversos tipos de humanos falecidos, tais como: caboclos (índios ), pretos-velhos (escravos), crianças, marinheiros, boiadeiros, ciganos, etc.

Nos cultos afros. Ao analisarmos os cultos afros, uma das primeiras coisas que observamos é a impossibilidade de se fazer uma avaliação objetiva sobre a origem dos orixás. Existem muitas lendas que tentam explicar o surgimento dos deuses do panteão africano, e estas histórias variam de um terreiro para o outro e até de um pai-de-santo para o outro. Não há possibilidade de se fazer uma verificação científica ou arqueológica; não há uma fonte autoritativa que leve a concluir se os fatos aconteceram mesmo ou se trata-se somente de mitologia, sendo difícil uma avaliação histórica dos eventos relatados.

No cristianismo. Ao contrário, a Bíblia Sagrada resiste a qualquer teste ou crítica, sendo sua autenticidade provada pela arqueologia (alguém já disse que cada vez que os arqueólogos abrem um buraco no Oriente é mais um ateu que sepultamos no Ocidente), pela avaliação de seus manuscritos (existem milhares deles espalhados em museus e bibliotecas do mundo), pela geografia, história, etc. Toda informação relevante para a fé no cristianismo tem que estar baseada nas Escrituras. É impossível encontrar no Cristianismo cinco a dez versões diferentes sobre a vida dos profetas ou qualquer personagem bíblica.

O Relacionamento com Deus

Nos cultos afros. Um fato que devemos considerar é a posição tradicionalmente dada aos orixás nos cultos afros como intermediários entre o deus supremo (Olorum) e os homens. (No Catolicismo Romano, Maria recebe também o título de intermediária). Além disso, os filhos-de-santo, uma vez comprometidos com os orixás, vivem em constante medo de suas represálias.
Não pode ser esquecido também que os filhos-de-santo, uma vez comprometidos com os orixás, vão viver em constante medo de suas represálias ou punições. Note um trecho de uma entrevista no livro de Reginaldo Prandi:
“O Pesquisador - Gostaria de perguntar só seguinte: desde que há regras, quando a regra é quebrada, quem pune essa ação?
"Mãe Juju - O próprio santo, ou a mãe-de-santo : Olha você não venha mais aqui, não venha fazer isto aqui que esta errado, quando você estiver bêbado, ou quando você estiver bebendo, não venha mais dar santo aqui, não venha desrespeitar a casa”.
“O Pesquisador - Como é a punição do orixá? Será que eu poderia resumir assim: doença, morte, perda de emprego, perder a família, ficar sem nada de repente e sem motivo aparente, enlouquecer, dar tudo errado, a própria casa-de-santo desabar, isto é, todo mundo ir embora...?
“Todos - Isso”
Além do constante medo de punições em que vive o devoto do orixá, ele deve ainda submeter-se a rituais e sacrifícios nada agradáveis a fim de satisfazer os deuses.

No cristianismo. Escrevendo a Timóteo, Paulo declara: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (I Timóteo 2:5)/. É somente pela obra redentora do Calvário que somos reconciliados com Deus (Efésios 2:11-22). Temos um Pai amável que conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó (Salmos 104:14). Deus não nos deu o espírito de medo (II Timóteo 1:7), e o cristão não é forçado a seguir a Cristo, mas o faz espontaneamente (João 6:67-69). A Bíblia diz que aquele que teme não é perfeito em amor, pois no amor não há temor (I João 4:18). Ainda que haja fracassos na vida do cristão, ele não precisa ter medo de Deus, pois Ele é grandioso em perdoar (Isaías 55:7), e que temos um sumo-sacerdote que se compadece de nossas fraquezas (Hebreus 4:15). Este é, de maneira bem resumida, o perfil do Deus da Bíblia - bem diferente dos orixás, que na maioria das vezes, são vingativos e cruéis com seus “cavalos”.

O Sacrifício Aceitável

Nos cultos-afros. Ao evangelizar os adeptos dos cultos- afros, é necessário conhecer também o significado do termo “ebó”. De acordo com Cacciatore, ebó é a oferenda ou sacrifício animal feito a qualquer orixá. Às vezes é chamado vulgarmente de “despacho”, um termo mais comumente empregado para as oferendas a Exú (um dos orixás, sincretizado com o diabo da teologia cristã), pedindo bem ou mal de alguém.

No cristianismo. Precisamos lembrar o que o apóstolo Paulo tem a dizer sobre isto: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”(I Coríntios 10:20_21). Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento apontavam para o sacrifício perfeito e aceitável de Jesus Cristo na cruz. A Bíblia diz em Hebreus 10:4: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Somente Jesus pode fazê-lo, pois ele é o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”(João 1:29). “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”(Hebreus 9:22), e o “sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado”(I João 1:7). Concluímos esta parte com Hebreus 10:12: “Mas este (Jesus), havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus.”

Encarando a Morte

Nos cultos afros. Ao dialogar com os adeptos dos cultos-afros - principalmente do Candomblé - alguém se cientifica de que os orixás têm medo da morte (quem menos tem medo da morte é Iansã). Quando um filho ou filha-de -santo está próximo da morte, seu orixá praticamente o abandona. Esta pessoa já não fica mais possessa, pois seu orixá procura evitá-la.

No cristianismo. Isto é exatamente o contrário do que o Deus da Bíblia faz. Suas promessas são sempre firmes. “Não te deixarei, nem te desampararei”(Hebreus 13:5). O salmista Davi tinha esta confiança em Deus ao ponto de poder dizer. “Ainda que eu andasse na sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam: (Salmos 23:4). Nosso Deus não nos abandona em qualquer momento de nossas vidas, e muito menos na hora de nossa morte. Glória a Deus!

Salvação e Vida Após a Morte

Nos cultos afros. Nestas religiões o assunto de vida após a morte não é bem definido. Na Umbanda , devida à influência kardecista, é ensinada a reencarnação. Já o Candomblé não oferece qualquer esperança depois da morte, pois é uma religião para ser praticada somente em vida, segundo os seus defensores. Outros pais-de-santos apresentam idéias confusas, tais como: “quando morre, a pessoa vau para a mesa de Santo Agostinho”ou “vai para a balança de São Miguel.”

No cristianismo. A Bíblia refuta claramente a doutrina da reencarnação (ver Hebreus 9:27; :Lucas 16:19-31)./ Ela ensina que, para o cristão, estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (II Coríntios 5:6). O apóstolo Paulo afirma que a nossa cidade está no céu (Filipenses 3:20), e que para os cristãos há um reino preparado desde a fundação do mundo (Mateus 25:34)

A Verdadeira Liberdade

Nos cultos afros. Freqüentemente, as pessoas tem medo de deixar os cultos afros para buscar uma alternativa. Foi-lhes dito que se abandonarem seus orixás (ou outros “guias”) e não cumprirem com suas obrigações, terão conseqüências desastrosas em suas vidas.

No cristianismo. Entretanto, isto não é verdade. Estas pessoas podem sair e encontrar a liberdade e uma nova vida em Cristo, como é o caso de Helena Brandão (Darlene Glória) e de muitos outros. A Bíblia diz que “Para isto o Filho de Deus se manifestou; para desfazer as obras do Diabo ( João 3:8; veja ainda Números 23:23; Lucas 10:19; João 8:32-36 e I João 4:4; 5:18).

Fonte: ICP/Ricardo André/Agir/Pr João Flávio

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"Ser Pai"

O pai leva algumas desvantagens na sociedade ocidental. A figura materna é mais terna,
mais cheia de romantismo.
Em muitos lares é ele quem fica com a disciplina.
Chega em casa, à noite, cansado do trabalho, e lá vem a mulher: “Você precisa dar um jeito nesse
menino!”. Aí o garoto já pensa: “Pronto, meu pai chegou em casa e chegou a hora de apanhar”. Na sociedade oriental ele é visto como o provedor, ponto de referência para os mais jovens, não apenas seus filhos, e como padrão.

O CONCEITO NA BÍBLIA

A Bíblia não conceitua o pai, como chefe de família, nem apresenta um tópico sobre
paternidade. Mas mostra Deus como Pai. No Antigo Testamento, Deus é mostrado como Pai de
Israel. No Novo Testamento, graças a Jesus, o ensino é modificado. Deus é mostrado como Pai dos que crêem. O relacionamento com Deus é pessoal e não em termos em de se pertencer a uma comunidade. Mas a figura deve ser bem pensada.
Deus é mostrado como Pai de Israel porque a nação deve sua existência a ele. Ele a gerou. E
deve sua subsistência a ele. Ele a mantém. Este é o conceito na Bíblia. O pai é quem gera e quem
cuida, quem dá a subsistência. Tem autoridade, exerce direitos de domínio, mas tem
responsabilidade.
Podemos dizer que é a mesma figura hoje, mas a subsistência é mais complexa. Não é
apenas física, mas emocional, psíquica e espiritual. Vivemos numa cultura em que o conceito de
autoridade é muito desgastado. Fala-se muito em direitos, pouco em deveres. Vemos isso em nível social muito bem retratado nas novelas. Os filhos dão esculachos homéricos nos pais, que têm que ouvir tudo, e ainda sustentá-los em seus gostos e caprichos. O conceito mudou um pouco. Os pais têm muitos deveres, mas nem sempre têm autoridade. Quando a têm, intrínseca, deles como pessoas, não podem exercê-la. São vistos como quem só deve cuidar materialmente, sem se meter na vida dos filhos.
Mas definamos a visão de pai: o originador, o sustentador, o orientador, aquele que dá rumo. Vamos partir daqui. O pai cristão tem um referencial, Deus. Isto pode ser um alento. Porque
se Deus é Pai pode nos ajudar a sermos pais. Mas é terrível porque o modelo é elevado.
Tendo começado pela Bíblia, vou seguir por ela. Pretendo mostrar cinco pais, de modo
muito sucinto, para refletirmos sobre nós na vida deles. Um deles é um modelo negativo. Não
podemos nos espelhar nele. Quatro são positivos. Podem ser seguidos. Vou começar pelo negativo, para ver se terminamos bem.

UM EXEMPLO NEGATIVO - DAVI

Parece estranho mostrar Davi como modelo negativo. Ele recebeu de Deus um elogio
fantástico. Deus o chamou de “o homem segundo o meu coração”. Foi um grande rei, o maior de
Israel, a ponto de seu nome se tornar sinônimo de Messias. Grande guerreiro, excelente líder,
excelente administrador, poeta extraordinário. Mas péssimo pai. Sua família foi uma bagunça. Seus filhos foram uma calamidade. Há um caso de incesto, em que irmão violenta a irmã e um caso de fratricídio, em que um mata o outro. E dois deles tentaram depô-lo, Adonias e Absalão. Como uma pessoa tão espiritual, que amava tanto a Deus, errou tanto como pai? A resposta vem em 1Reis 1.6, quando se descreve seu trato com um dos filhos: “E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão”. Foi um pai frouxo, que nunca corrigiu um filho. Mimou-os demais, não os orientou. Como pai deixou a desejar.
Espiritualidade não é garantia de boa paternidade, se não se olhar na Bíblia as
recomendações para um pai. Diz Provérbios 22.6: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”. É preciso dar educação. Isto é mais colocar na escola. É educar para a vida, para os relacionamentos. Diz Provérbios 29.17: “Corrige o teu filho, e te dará descanso; e dará delícias à tua alma”.
Quem ama, educa. Muitos confundem ser moderno, ser liberal, avançado, com não fornecer regras nem princípios. A ausência de regras e princípios não liberta, mas torna a criança sem rumo e leva-a a ser, mais tarde, uma pessoa escrava de situações e de instintos. As prisões estão cheias de gente que não aceitava regras de convivência social. Um bom pai dá balizamento. Deus Pai corrige e dá balizamento para nossas vidas. Lemos em Hebreus 12.6-8: “Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos”. Deus educa e corrige. É um bom pai. Devemos fazer assim, e não como Davi.

PRIMEIRO EXEMPLO POSITIVO – ABRAÃO

No fim da vida, bem idoso, Abraão se preocupa com o futuro de Isaque. Quer que ele tenha
uma boa esposa. Vive entre pagãos, de péssimos costumes. Eis sua atitude, descrita em Gênesis
24.1-4: “E ERA Abraão já velho e adiantado em idade, e o SENHOR havia abençoado a Abraão em tudo. E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, Para que eu te faça jurar pelo SENHOR Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque”. Abraão enviou seu mordomo Eliézer para trazer uma esposa para Isaque. Deu certo. Mas não é nosso papel fazer com ele. Não é esta a questão, especificamente. Não podemos escolher cônjuges para nossos filhos, mas devemos nos preocupar com isto. Em procurar o melhor para eles e orientá-lo quanto à vida futura, a vida conjugal.
Olhamos o futuro de nossos filhos? Preparamo-los para o amanhã? Mas, vamos entrar, de
leve, nesta seara, a da escolha de namorados. Muitas vezes, o pretendente não presta. É óbvio, mas não adianta dizer porque causa revolta. Se sempre houve amizade, camaradagem e diálogo, a tarefa é facilitada. Mas mesmo com tudo isso, pode ser espinhosa. Mas pais devem sinalizar aos filhos com a vida, com exemplos e na vivência doméstica, de modo que eles vejam o que é um
relacionamento a dois. Um casal equilibrado mostrará, mais que muitos livros, cursinhos para
noivos e palestras sobre namoro, o que é viver com uma pessoa. Os valores são oferecidos pelos
pais. Mas o pai, o masculino, especificamente, deve se ver como quem tem responsabilidade pelo
futuro de seus filhos. Não só o aqui e o agora, nem apenas o aspecto de casamento. Mas o de
entender que muito do futuro dos nossos filhos dependerá de preocupações e atitudes nossas.

SEGUNDO EXEMPLO POSITIVO – JACÓ

Aqui está meu personagem predileto, em Gênesis, Jacó. Como este homem amou a esposa!
O amor de Jacó por Raquel atravessou os milênios. Bom marido, bom pai. No momento de sua
maior crise, o reencontro com Esaú, seu irmão, que podia matá-lo, ele se preocupou com a família. Colocou-a atrás dele. Se houvesse morte, seria a dele, não a de alguém da família. Um bom marido protege a esposa. Um bom pai protege os filhos. Dá a vida por eles.
Há muito egoísmo, hoje, nos relacionamentos. Queremos que as outras pessoas nos amem,
nos sirvam, se conformem a nós, nos sejam úteis. Há gente que é especialista em ficar trombuda
quando as coisas não saem como ela deseja. Muitas vezes um casamento afunda porque os cônjuges não se dão, mas querem que a outra parte se dê. Jacó ensina que um bom marido e um bom pai se preocupa mais com a esposa e com os filhos do que com sua própria vida.
A cena mais tocante de Gênesis é exatamente com Jacó, no fim da vida. No leito de morte,
tem diante de si os filhos e dois netos. Abençoa-os. Tem uma bênção para cada um. E foi um bom filho. Pediu para ser sepultado com os pais. Até na morte Jacó pensou na família. Que exemplo para nós! Seus parentes o choraram por quarenta dias. E os egípcios, que nada tinham com a história de Jacó, o choraram por setenta! Jacó impressionou os egípcios. Quando o conheceu, Faraó ficou impressionado. Jacó deve ter causado profundo impacto nas pessoas que o conheceram. Amar e ser amado é a maior bênção que as pessoas podem experimentar. Ser
um pai amante dos filhos e amado dos filhos é algo extraordinário. Queira Deus que sejamos assim.

TERCEIRO EXEMPLO POSITIVO – JÓ

Pensamos muito em Jó como o homem paciente. Ele não foi paciente. Reclamou um
bocado. E com inteira justiça, diga-se de passagem. Jó foi fiel e perseverante. Perseverante em Deus e em afirmar sua inocência. Mas há um ponto em sua história que não podemos olvidar. Está em Jó 1.4-5: “E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de
madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez
pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente”.
Os filhos de Jó se davam bem. Faziam festas e convidavam uns aos outros. Jó orava por
eles. Pensava que talvez tivessem pecado, e intercedia por eles. Era o sacerdote dos filhos. Há pais que são fiscais, patrulheiros, críticos, mas nunca sacerdotes dos filhos. Um pai cristão que se preza, digno do nome de pai, ora pelos filhos. Dobra os joelhos para pedir por eles. Pai cristão transmite valores espirituais aos filhos. Não os manda à Igreja. Vai com eles. Mostra a eles que aquilo é valioso para ele. Pai cristão internaliza os valores do evangelho na sua vida para que os filhos vejam o evangelho. Ver o evangelho na vida dos pais é a mais poderosa pregação que uma criança pode receber. Que tipo de pregação seus filhos vêem na sua vida? Vêem o evangelho vivido ou escandalizado? Vêem-no pregado ou despregado? Você ora por seus filhos?
A biografia de Jó é curta, mas incisiva. “HAVIA um homem na terra de Uz, cujo nome era
Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal” (Jó 1.1). Se isto pudesse ser dito de cada pai cristão, sem dúvida que seus filhos seriam pessoas ajustadas com Deus, com bom exemplo a seguir.

QUARTO EXEMPLO POSITIVO – SIMÃO CIRENEU

Este homem aparece em Marcos 15.21: “E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de
Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz”. É o homem que
foi forçado a carregar a cruz de Jesus. Segundo os evangelistas, quando Jesus saía carregando a
cruz, ele vinha do campo. Era de manhã. Deve ter passado a noite cuidando de rebanho. Era
cireneu, nativo de Cirene, região da África. Era negro. Em Atos 13.1 é chamado de Simão Níger,
literalmente, Simão, o Negro. Era um dos pastores da Igreja. Tinha dois filhos, Alexandre e Rufo.
Paulo falou deste Rufo e de sua mãe, a esposa de Simão, em Romanos 16.13: “Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha”. A esposa de Simão foi uma mãe para Paulo.
Simão poderia se queixar da vida. “Só porque sou negro, só porque sou escravo, me
colocaram uma cruz de vinte quilos nas costas (era este o peso médio de uma cruz), depois que
trabalhei a noite toda!”. Simão carregou a cruz por obrigação. Depois, tomou-a como sendo sua.
Passou-a para a esposa e para os filhos. Dois filhos pastores e uma esposa que era mãe adotiva de missionários. Eis aqui um pai que soube passar seus valores espirituais para toda a família.
Há pais que carregam a cruz por obrigação. Reclamam de tudo e de todos, na Igreja.
Sempre são queixosos e lembram das injustiças que sofreram. Simão, não. Que pai você é? Sempre se queixa e critica os outros? Ou, como Simão, carrega a cruz e a ensina aos filhos? Pai cristão digno do nome carrega a cruz com alegria e a ensina aos filhos. Um dia, os filhos a adotam como sendo deles, também. Se isto não vier a suceder, pelo menos o pai pode ter a consciência tranqüila. Cumpriu sua missão.

CONCLUSÃO

Ser pai é uma missão sublime. Jesus mostrou Deus como sendo Pai. Chamava-o de Pai e
ensinou seus seguidores a chamarem-no de Pai. Um modelo elevado para nós. Que sejamos dignos do nome de Pai. Vivamos à altura deste título, com temor e que Deus nos capacite para que cada um de nós seja um pai segundo o coração divino
.
Fonte: Isaltino Gomes/Ricardo André

sábado, 11 de outubro de 2008

Continuação das refutações as "supostas" contradições da Bíblia

Como ja havíamos falado em posts anteriores, existe uma comunidade bestial no Orkut chamada: "CONTRADIÇÕES DA BÍBLIA" e em alguns sites ateístas alguns posts que tentam dizimar a palavra do Senhor afirmando que a Bíblia está repleta de erros e contradições.
Então vejamos aqui alguns posts publicados por eles e tentaremos refutar á luz da Bíblia.


1º Post: Deus muda de idéia? ÊXODO 32:14
Enquanto Moisés estava no monte recebendo a Lei de Deus, o povo estava ao pé do monte adorando um bezerro de ouro que tinham construído (32:4-6). Quando Deus instruiu Moisés a descer até eles, o Senhor lhe disse que os consumiria, fazendo de Moisés "uma grande nação" (32:10). Moisés, porém, ao ouvir isso, suplicou ao Senhor que abrandasse a sua ira. O versículo 14 diz: "Então se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo". Isso quer dizer, então, que Deus mudou de idéia. Entretanto, em 1 Samuel 15:29, Deus diz que "não é homem, para que se arrependa"; e em Malaquias 3:6 ele diz: "Porque eu, o Senhor, não mudo". Ainda, no NT, Deus demonstrou a "imutabilidade do seu propósito"(Hb 6:17), fazendo um juramento. Afinal, Deus muda ou não muda de idéia?
Resposta:Tem-se de sustentar enfaticamente que Deus não muda ( Ml 3:6; Tg 1:17). Ele não muda de idéia, nem sua vontade ou natureza. Há vários argumentos que demonstram a imutabilidade de Deus. Vamos considerar apenas três.
Primeiro, para que alguma coisa mude, algo tem de ser feito numa ordem cronológica. Tem de haver um ponto antes e outro ponto depois da mudança. Tudo o que passa por um "antes" e um "depois" existe no tempo, porque a essência do tempo é vista pelo progresso cronológico de uma situação anterior para uma posterior. Entretanto, Deus é eterno e está fora do tempo (Jo 17:5; 2 Tm 1:9). Então, não pode haver em Deus uma série de "anteriores" e "posteriores"; logo, ele não pode mudar, porque a mudança necessariamente envolve um "antes" e um "depois".
Segundo, toda mudança é para uma situação melhor ou pior, pois uma mudança que não faça diferença não é uma mudança. Ou alguma coisa necessária é obtida, a qual anteriormente não se fazia presente, o que é uma mudança para melhor; ou alguma coisa que se tem e que é necessária é perdida, o que é uma mudança para pior. Mas, se Deus é perfeito, ele de nada necessita; portanto ele não pode mudar para melhor. E se Deus fosse perder alguma coisa, então ele não permaneceria perfeito; portanto Ele não pode mudar para pior. Assim, Deus não muda.
Terceiro, quando alguém muda de idéia, é porque recebeu uma nova informação, da qual não tinha conhecimento anteriormente, ou porque as circunstâncias mudaram de forma a requerer uma atitude ou ação diferente. Mas, se Deus mudou de idéia, não pode ser porque ele ficou sabendo de qualquer nova informação que desconhecia anteriormente, porque Deus é onisciente - ele sabe todas as coisas (Sl 147:5). Portanto, tem de ser porque as circunstâncias mudaram e demandam uma atitude ou ação diferente. Mas se as circunstâncias mudaram, isso não significa necessariamente que Deus tenha mudado de idéia. Significa apenas que, como as circunstâncias mudaram, o relacionamento de Deus com a nova realidade é diferente. Porque as circunstâncias, e não Deus, mudaram.
Quando Israel estava ao pé do monte, envolvido numa adoração a um ídolo, Deus disse a Moisés que a sua ira estava ardendo contra os filhos de Israel e que ele se dispunha a destruí-los num juízo. Entretanto, quando Moisés intercedeu por eles, as circunstâncias mudaram. A atitude de Deus para com o pecado é sempre a ira, mas a sua atitude para com aqueles que o invocam é sempre de misericórdia. Antes de Moisés orar por Israel, eles estavam sob o juízo de Deus. Porém, a intercessão de Moisés pelo povo de Israel levou-os a ficar sob a misericórdia de Deus. O Senhor não mudou. O que mudou foram as circunstâncias.
A linguagem empregada nesta passagem é chamada antropomórfica. É semelhante a uma pessoa que, movendo-se de um lado para outro, diga: "Agora a casa está à minha direita", e depois: "Agora a casa está à minha esquerda". Essas afirmações não querem dizer que a casa se moveu. É que a linguagem, sob a perspectiva de alguém, está descrevendo que a pessoa mudou a sua posição em relação àquela casa. Quando Moisés disse que Deus se arrependeu, essa foi uma forma figurativa de descrever que a intercessão de Moisés teve êxito em mudar o relacionamento do povo de Israel com Deus. Ele tirou a nação do juízo de Deus e a trouxe para a misericórdia de sua graça. Deus não muda, nem muda de idéia, nem de vontade; sua natureza é imutável.

2º Post: Como pode esta passagem declarar que Deus moveu Davi a levantar o censo de Israel, se 1 Crônicas 21:1 declara que isso foi feito por Satanás? 2 SAMUEL 24:1
Esta passagem relata o pecado de Davi em levantar o censo do povo de Israel e Judá. O versículo 1 afirma que Deus incitou Davi a fazer isso. Entretanto, de acordo com 1 Crônicas 21:1, foi Satanás quem incitou Davi nesse sentido. Afinal quem foi responsável por instigar Davi a agir assim?
Resposta: As duas afirmações são verdadeiras. Embora tenha sido Satanás que diretamente incitou Davi, foi Deus que permitiu essa provocação. Embora o propósito de Satanás tenha sido destruir Davi e o povo de Deus, o objetivo de Deus era o de humilhá-los e ensinar-lhes uma valiosa lição espiritual. Essa situação é bem semelhante àquela descrita nos primeiros capítulos do livro de Jó, nos quais tanto Deus como Satanás estiveram envolvidos com o sofrimento de Jó. Semelhantemente, ambos estiveram envolvidos na Crucificação de Jesus. O propósito de Satanás era destruir o Filho de Deus (Jo 13:2; 1 Co 2:8). O objetivo de Deus foi redimir a humanidade pela morte de seu Filho (At 2:14-39).

3º Post: Jesus cometeu um erro ao dizer que a doença de Lázaro não era para a morte? JOÃO 11:4
A princípio Jesus disse: "Esta enfermidade não é para morte" (Jo 11:4). Entretanto, mais tarde até mesmo Jesus admitiu: "Lázaro morreu" (v. 14). Jesus não cometeu um erro então, ao pensar que Lázaro não iria morrer?
Resposta: Jesus sabia todo o tempo que Lázaro morreria e que ele o levantaria de entre os mortos, de forma que isso seria para a glória de Deus (v. 4). Ele empregou figuras de linguagem diferentes para ensinar aajs discípulos que a morte de Lázaro não era final. Ele usou a expressão: "Lázaro adormeceu" (v.11) e disse que "não é para morte" (v. 4), querendo com isso dizer que o resultado não seria a morte de Lázaro, mas sim que ele estaria vivo mediante o poder ressuscitador de Jesus. Ou seja, embora a enfermidade de Lázaro temporariamente lhe traria a morte, o poder de Jesus o restauraria à vida.

4º Post: Como pôde Jesus dizer que ninguém subiu ao céu, se Elias subiu? JOÃO 3:13 Jesus declarou nesse texto que "ninguém subiu ao céu ..." Entretanto, o AT registra a ascensão de Elias ao céu num carro de fogo (2 Rs 2:11).
Resposta: Nesse contexto, Jesus está demonstrando o seu conhecimento superior acerca das coisas celestiais. Em essência ele está dizendo: “Nenhum outro ser humano pode falar com base num conhecimento de primeira-mão acerca dessas coisas, como eu posso, já que descido ". Ele está declarando que ninguém subiu ao céu para trazer de volta a mensagem que ele trouxe. De forma alguma ele está negando que qualquer outra pessoa esteja no céu, como Elias ou Enoque (Gn 5:24). Não, Jesus está simplesmente declarando que ninguém na terra foi ao céu e depois retornou com uma mensagem tal como a que Ele lhes dava.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Hipocrisia??? Nããããão!!!

A Bíblia afirma: “É inevitável que venham escândalos” (Lucas 17:1). No entanto, devemos estar atentos para o fato de que o conflito pode ocasionar pelo menos dois perigos.

Primeiro: conduta ímpia. “Ira” é perigoso. Uma pessoa irada diz coisas prejudiciais que agravam o problema (Provérbios 15:18). É possível que os irmãos até esqueçam a questão inicial, mas fiquem de mal por causa do ressentimento que tomou conta deles. “Segui a paz com todos . . . nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe” (Hebreus 12:14-15). A amargura é uma raiz forte e profunda que, como uma grama na calçada, pode minar um alicerce sólido. Cuidado com os seus resultados: o ódio, as discussões, os ciúmes, acessos de ira e dissensões. “Não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gálatas 5:20-21; Tiago 3:13-16).

Segundo: impacto negativo na vida dos outros. O versículo que adverte contra a amargura diz: “Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados” (Hebreus 12:15). Outras pessoas podem ser envolvidas na situação e ser tentadas a pecar. “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” (Mateus 18:6). Não demora muito para devastar uma igreja, nem é tão difícil! (1 Coríntios 5:6)

Qualquer coisa que você faça, haja rápido. A resolução dos problemas entre irmãos deve acontecer antes de adorarmos a Deus. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5:23-24). “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4:26-27).

É interessante que Jesus freqüentemente nos diga para buscarmos as bênçãos que ele promete em lugares inesperados. Àqueles que queriam ser exaltados, ele disse que olhassem para baixo e lavassem os pés de seus irmãos (João 13:14-15). Àqueles preocupados com necessidades físicas, ele disse que buscassem as coisas espirituais (Mateus 6:31-34). E àqueles que querem a paz com os homens, ele diz que busquem a sabedoria pura que vem de cima. Se começarmos a buscar a paz, é bem provável que acabemos com nada mais do que alianças impuras com pessoas infiéis. Mas se partirmos para buscar e seguir a Verdade, receberemos o benefício extra da paz com Deus e seu povo. "A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica..." (Tiago 3:17). Não podemos reverter a ordem. Se pusermos a paz acima da pureza na pregação e na prática, terminaremos em desavença com Deus. Mas se nos devotarmos a proclamar e a seguir a pura mensagem de Jesus Cristo, gozaremos paz eterna com Deus e seu povo (1 Coríntios 1:10; Efésios 2:11-22).
Fonte: Dennis Allan /Ricardo André

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"CUIDADO COM A BÍBLIA NA BOCA DO DIABO"

O salmista nos ensina a reter as sagradas letras em nossos corações para não pecarmos contra o Senhor (Sl 119.11). Um conselho simples de entender e, talvez, não tão simples de praticar, mas que, reconhecidamente, pode nos assegurar uma vida cristã aprazível diante de Deus. É por isso que todo cristão tributa reverência à Palavra de Deus, pois identifica sua divina inspiração e sabe que ela é “lâmpada para os seus pés” (Sl 119.105). Que outra “isca” poderia desfrutar de tamanha atratividade e autoridade entre os crentes? O diabo, conhecedor dessa primazia, utiliza-se com eficácia da Bíblia para ludibriar as pessoas. Ele se vale da “lâmpada” que deveria iluminar os caminhos da humanidade para escurecê-los, conduzindo a todos quanto pode às trevas do abismo (1Pe 5.8).
Na verdade, esta é uma estratégia tão lógica quanto antiga e foi pretensiosamente empregada pelo diabo ao próprio Filho de Deus. Leiamos o texto bíblico selecionado: “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo [...] Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra [citação do Sl 91.10-12]. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus [citação de Dt 6.16]” (Mt 4.1,2,5-7).
“Está escrito”. Estas são palavras que abrem caminhos para o diálogo inter-religioso. Porventura não é isso que dizem aqueles que vêm às nossas portas todos os domingos matinais? Não é isso que prega a grande maioria das seitas? Aliás, não é isso que nós mesmos afirmamos ao apresentarmos o evangelho a alguém? Está escrito! Acertadamente ou erroneamente, o fato é que muitos utilizam a mesma moeda.
Perceba a forma sorrateira como as coisas ocorrem. Até mesmo os grupos que defendem crenças esotéricas orientais não resistem ao apelo dessa tática, pois, por mais rudimentar e óbvia que pareça, ela é funcional. É funcional porque muitos não conhecem a Palavra de Deus de forma satisfatória. É funcional porque muitas escolas bíblicas dominicais estão vazias. É funcional porque poucos líderes incentivam os membros de sua igreja ao desenvolvimento de um curso teológico. É funcional porque culto de ensino não dá quórum. Enquanto outros elementos (também importantes) do culto são supervalorizados, o ensino é menosprezado. Perseguimos a graça, abandonamos o conhecimento (2Pe 3.18), e, como conseqüência, nos tornamos crentes sem equilíbrio entre estes “pólos”. Mas nesse ínterim alguém poderia objetar entendendo que esta é uma colocação imprópria, pois, na verdade, não se trata de pólos, mas de elementos que se complementam. Mas, lamentavelmente, é assim que eles são verificados na prática, como pólos, como se fossem um a oposição do outro. Qual é a implicação dessa conduta?

Vulnerabilidade. Esta palavra resume a situação do crente que não conhece e não se importa em aprender as doutrinas bíblicas. É vulnerável. Está suscetível à persuasão por meio dos argumentos mais banais. Mas, considere, na maioria dos casos não o são, pois há muitos peritos na invenção de estranhas interpretações bíblicas capazes de fazer hesitar até mesmo os mais preparados. O caminho desses crentes é vacilante porque não possuem alicerces. E, por conta disso, crente assim é alguém que corre risco de morte, e morte eterna. Basta um prosélito dizer “está escrito” e suas convicções estremecem, a apostasia dá início ao seu processo e sua concepção torna-se uma questão de tempo, pouco tempo. Lembre-se, a distorção do texto bíblico por meio de acréscimos ou decréscimos sempre será evidente entre as seitas, embora alguns não enxerguem isso tão claramente.Discernindo as coisas desta forma, podemos classificar a ignorância das doutrinas bíblicas como uma enfermidade, forte indício de imaturidade da fé. O escritor aos hebreus censura os crentes que deveriam possuir grande cabedal de conhecimentos, mas ainda permaneciam na condição de principiantes: “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino” (Hb 5.12,13).

Como Jesus se comportou diante das palavras do diabo? Ele empregou a interpretação da Bíblia pela Bíblia: Scriture sacre sui ipsius interpres, ou seja, “a Sagrada Escritura se interpreta a si própria”. Respondeu ao “está escrito” do diabo com um “também está escrito”, igualmente contido nas Escrituras Sagradas. Será que temos tal habilidade? Talvez a resposta seja “não”. Mas o que estamos fazendo para mudar este estado? Se a resposta permanecer negativa, então a situação é grave e precisa ser remediada com emergência. O que faríamos se nos deparássemos com “a Bíblia na boca do diabo?” Uma citação bíblica distorcida só pode ser respondida com conhecimento integral das Escrituras. Até quando trocaremos “o sólido mantimento” pelo “leite da infância”? Cuidado, esta não é uma situação que pode ser sustentada por longo tempo!
Fonte:ICP

MC CULTO

A moda da comida rápida e pronta veio para ficar. As lanchonetes, os “por quilo”, os rodízios de
massa e de carne se espalham por toda a parte atendendo uma clientela cada vez maior e cada vez
com menos tempo para esperar por um prato “a la carte”. O ritual do comer, que envolvia um
tempo de relaxamento, de descanso ao sentar e esperar pela comida, cedeu lugar à pressa, o
sentar-se cedeu ao comer em pé, andando ou dirigindo. É o sinal dos tempos. Vida moderna
caracterizada pela azia, gastrite e úlceras do comer atabalhoado.
Outro problema dos tempos modernos é a massificação dos temperos e sabores. Há
multinacionais fazendo comida para ser esquentada por cozinheiros e chefs, com molho pronto e
sabor igual para todos. O toque pessoal, a criatividade, o tempero, o paladar refinado, vai
cedendo espaço para os paladares acostumados ao “pret-a-porter” da comida. Muda-se de
restaurante, muda-se o nome do prato, mas o sabor é o mesmo em toda parte.
Cada vez fica mais difícil a individualidade, o gosto pessoal. Alfaiates, costureiras, cozinheiros,
doceiros, sapateiros, são profissões que estão a se extinguir pela inércia geriátrica. Morrem os
velhos e não há gente nova para substituí-los.
Este tipo de comportamento massivo e massificante também tem chegado às igrejas. Há em todas elas uma incrível similaridade na forma de conduzir a liturgia e em apresentar suas mensagens.

Para quem se acostumou a liturgias bem feitas, estruturadas, com forte base teológica e unidade, ir a um culto pret-a-porter é algo nada edificante. Houve um empobrecimento das liturgias.
Aquilo que se construiu ao longo da história da igreja, os hinos, as litânias, as doxologias, as
leituras responsais, cederam espaço a três momentos bem marcados: o louvor, os anúncios e a
mensagem. O período de louvor é o tempo do barulho, da excitação, da empolgação.

Há uma abundância de letras de adoração, mas faltam os cânticos dedicados ao arrependimento, à confissão, à consagração, à instrução. A moderna corinhologia tem se caracterizado pela
abundância de cânticos que repetem jargões, lugares comuns e carecem de reflexão teológica.

As prédicas são algo de se lamentar. Talvez tenha sido a coisa que mais empobreceu.
Os sermões expositivos cederam lugar aos temáticos, onde é mais fácil o pregador dizer o que quer. E não são poucos os púlpitos onde se usa o texto por pretexto e não se tem sermão, mas arenga.

O estudo cedeu lugar ao testemunho, a reflexão à empolgação, a instrução à confusão, a edificação à quantificação. A igreja é hoje avaliada pela sua platéia e não pela fidelidade a Deus e à Palavra. Temos McCultos. Tudo pronto, embrulhado, ao gosto do freguês, digo, fiel. E fidelidade dos membros se mede pelas ofertas que faz. O McCulto é tanto mais abençoado quanto maior for o faturamento do dia.
Fonte: Ricardo André/Marcos Inhauser

O que é um levita?

Muitas vezes os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de "levitas". Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4.24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef.5.18-20; Col. 3.16).

De onde então vem o conceito de "levita"? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, "levita" significa descendente de Levi, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx.32.26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Núm. capítulos.3, 4, 8, 18).


Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.


Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm.16.23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9.14-33; 23.1-32; 25.1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5.13; 34.12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome "levita", embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados "levitas". O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana.


Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25.1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Através deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Cr.25.7). E nós? O que somos? Se queremos usar o nome de "levitas" precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.
Fonte: Ricardo André

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"GRATIDÃO"

O homem por detrás do balcão olhava para a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilharam quando viram determinado objeto. A menina entrou na loja e pediu para ver o colar azul-turquesa.
— É para a minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? — disse ela.

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:

— Quanto de dinheiro você tem?

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse:

— Isso dá?

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

— Sabe, quero dar este presente para a minha irmã mais velha. Desde que a nossa mãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversario dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

— Tome! Leve com cuidado — disse para a garota.

Ela saiu feliz saltitando rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

— Este colar foi comprado aqui?

— Sim, senhora.

— E quanto custou?

— Ah, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente — falou o dono da loja.

A moça continuou:

— Mas a minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

— Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. ELA DEU TUDO O QUE TINHA.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

A verdadeira doação é se entregar por inteiro, sem restrições. A gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Por isso, sejamos sempre gratos, mas não esperemos pelo reconhecimento de ninguém. A gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, mas também reconforta quem oferece.

"A História do Lápis"


O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou-lhe:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida...
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".
"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."
"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".
"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca.
- Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.
"O tempo cura o que a razão não consegue curar!"

É Fogo! Fogo????????? Pense num manto...No retété...e no Prá.

Certa tarde nós estávamos reunidos conversando sobre alguns assuntos relacionados à palavra de Deus, éramos cinco. De repente chega um irmão do “Retété”, podemos dizer assim, e logo nos faz um convite:
- Irmãos, eu gostaria de convidar vocês para um “manto” que tem lá depois do rio, começa ás 22:00 hs e vai até ás 05:00 da manhã. É retété de Jeová, fogo puro. Tem até arrebatamento.

Os irmãos ficaram logo desconfiados, olhando uns para os outros, com cara de quem ta pensando: (Hiiiii, vai começar a meninice). Ai um irmão que estava entre nós, que por sinal era Pastor, perguntou:

-Quem vai irmão? Tem algum pastor ou alguém do ministério?

O irmão falou:

-Não pastor, só tem algumas irmãs do circulo de oração e um diácono.

O pastor novamente perguntou:

-Como é esse manto amado?

O irmão falou sem titubear:

- É fogo puro pastor. Começamos orando com a cara no mato, ai o Senhor começa a usar os crentes e entregar o decreto. Pro senhor ter uma ideia, quando nós estamos orando as folhas e os matos secos começam a pegar fogo de tanto shekináh que cai do céu. Quando eu cheguei à minha casa com os bolsos cheios de folhas e matos a minha esposa perguntou se eu estava catando lixo. Ai eu disse a ela: não minha filha, isso foi Jeová mandando fogo do céu.

Depois dessa história de reunião pentecostal mirabolante, o pastor refutou ao irmão do Retété:

- Irmão, leiamos ICo cap 14 e os vers. 26-40.

Depois que o pastor fez uma explanação e explicou a necessidade de ordem no culto, o irmão do “manto” ficou meio que cabisbaixo e logo saiu frustrado.


Fico pensando irmãos, como hoje em dia, ainda existem irmãos que acham que quem fala mais língua e entrega mais decretos da carne em certos mantos pelas madrugadas, é quem tem mais unção. Não sabendo o verdadeiro significado da palavra unção e os seus valores perante a igreja do Senhor.

Que nós possamos crescer mais espiritualmente e deixar essas meninice de lado, e prestar mais atenção na verdadeira palavra Cristocêntrica que a Bíblia nos traz. Que possamos pedir mais discernimento espiritual ao Senhor e parar com esses tipos de movimentos carnais e sermos mais maduros espirituais.

Que Deus nos abençoe!

UM PASSO ALÉM... DA TENTAÇÃO.


"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26.41).


Há a história do vendedor que estava procurando uma vaga para estacionar seu carro. Rodou alguns quarteirões uma vez, duas vezes, várias vezes, e finalmente, já em desespero, deixou o carro numa calçada, e pôs no pára-brisa um bilhetinho: "Seu guarda, dei dez voltas no quarteirão e não achei vaga; se não fizer a entrevista com um cliente, perco o emprego. 'Perdoa-nos as nossas dívidas'". O guarda encontrou o bilhetinho e deixou outro com a multa: "Há 20 anos que dou voltas neste quarteirão. Se não multá-lo, quem vai perder o emprego sou eu. 'Não nos deixes cair em tentação!'"

Ninguém precisa sair atrás da tentação porque ela vem muito naturalmente. Ela vem ao pobre, ao rico, aos crentes e aos descrentes. O crente novo é tentado, e também o crente antigo. Jesus Cristo foi tentado. Sem a tentação e o direito de escolher entre o bem e o mal, seríamos apenas uma máquina. Um televisor não tem o direito de escolher se liga ou não; se sintoniza no canal 2 ou no canal 7. O alarme de um despertador funciona às 5h30 da manhã porque alguém o programou. Sem o direito de fazer escolhas, o nosso valor moral seria o mesmo de um inseto ou o de uma fera. Por isso, a tentação é uma encruzilhada em nossa vida com os letreiros trocados. No caminho do bem diz: CAMINHO DA TRISTEZA; e no caminho da miséria, da desgraça indica: CAMINHO DA FELICIDADE.

Tentação é o esforço para tentar persuadir, seduzir, e induzir alguém a fazer especialmente algo sensualmente agradável ou imoral. É aquela vozinha dentro da gente que diz "Vá em frente, Fulano, nada vai acontecer... ninguém vai ficar sabendo, não".

No sentido bíblico do termo, a essência da tentação tem como raiz a verdade de que todas as suas forças se voltam contra o irmão! Não é que Satanás derrube nossas forças, mas ele faz que elas fiquem contra nós. Todas as suas forças, inclusive as positivas (as do bem, as da fé) vão cair nas mãos do inimigo, e são utilizadas contra o irmão. Significa que você vai ser espoliado e despojado. E três áreas fundamentais de sua vida serão atingidas: sua área física, sua área psicológica e sua área religiosa.
Fonte: Ricardo André