sábado, 11 de outubro de 2008

Continuação das refutações as "supostas" contradições da Bíblia

Como ja havíamos falado em posts anteriores, existe uma comunidade bestial no Orkut chamada: "CONTRADIÇÕES DA BÍBLIA" e em alguns sites ateístas alguns posts que tentam dizimar a palavra do Senhor afirmando que a Bíblia está repleta de erros e contradições.
Então vejamos aqui alguns posts publicados por eles e tentaremos refutar á luz da Bíblia.


1º Post: Deus muda de idéia? ÊXODO 32:14
Enquanto Moisés estava no monte recebendo a Lei de Deus, o povo estava ao pé do monte adorando um bezerro de ouro que tinham construído (32:4-6). Quando Deus instruiu Moisés a descer até eles, o Senhor lhe disse que os consumiria, fazendo de Moisés "uma grande nação" (32:10). Moisés, porém, ao ouvir isso, suplicou ao Senhor que abrandasse a sua ira. O versículo 14 diz: "Então se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo". Isso quer dizer, então, que Deus mudou de idéia. Entretanto, em 1 Samuel 15:29, Deus diz que "não é homem, para que se arrependa"; e em Malaquias 3:6 ele diz: "Porque eu, o Senhor, não mudo". Ainda, no NT, Deus demonstrou a "imutabilidade do seu propósito"(Hb 6:17), fazendo um juramento. Afinal, Deus muda ou não muda de idéia?
Resposta:Tem-se de sustentar enfaticamente que Deus não muda ( Ml 3:6; Tg 1:17). Ele não muda de idéia, nem sua vontade ou natureza. Há vários argumentos que demonstram a imutabilidade de Deus. Vamos considerar apenas três.
Primeiro, para que alguma coisa mude, algo tem de ser feito numa ordem cronológica. Tem de haver um ponto antes e outro ponto depois da mudança. Tudo o que passa por um "antes" e um "depois" existe no tempo, porque a essência do tempo é vista pelo progresso cronológico de uma situação anterior para uma posterior. Entretanto, Deus é eterno e está fora do tempo (Jo 17:5; 2 Tm 1:9). Então, não pode haver em Deus uma série de "anteriores" e "posteriores"; logo, ele não pode mudar, porque a mudança necessariamente envolve um "antes" e um "depois".
Segundo, toda mudança é para uma situação melhor ou pior, pois uma mudança que não faça diferença não é uma mudança. Ou alguma coisa necessária é obtida, a qual anteriormente não se fazia presente, o que é uma mudança para melhor; ou alguma coisa que se tem e que é necessária é perdida, o que é uma mudança para pior. Mas, se Deus é perfeito, ele de nada necessita; portanto ele não pode mudar para melhor. E se Deus fosse perder alguma coisa, então ele não permaneceria perfeito; portanto Ele não pode mudar para pior. Assim, Deus não muda.
Terceiro, quando alguém muda de idéia, é porque recebeu uma nova informação, da qual não tinha conhecimento anteriormente, ou porque as circunstâncias mudaram de forma a requerer uma atitude ou ação diferente. Mas, se Deus mudou de idéia, não pode ser porque ele ficou sabendo de qualquer nova informação que desconhecia anteriormente, porque Deus é onisciente - ele sabe todas as coisas (Sl 147:5). Portanto, tem de ser porque as circunstâncias mudaram e demandam uma atitude ou ação diferente. Mas se as circunstâncias mudaram, isso não significa necessariamente que Deus tenha mudado de idéia. Significa apenas que, como as circunstâncias mudaram, o relacionamento de Deus com a nova realidade é diferente. Porque as circunstâncias, e não Deus, mudaram.
Quando Israel estava ao pé do monte, envolvido numa adoração a um ídolo, Deus disse a Moisés que a sua ira estava ardendo contra os filhos de Israel e que ele se dispunha a destruí-los num juízo. Entretanto, quando Moisés intercedeu por eles, as circunstâncias mudaram. A atitude de Deus para com o pecado é sempre a ira, mas a sua atitude para com aqueles que o invocam é sempre de misericórdia. Antes de Moisés orar por Israel, eles estavam sob o juízo de Deus. Porém, a intercessão de Moisés pelo povo de Israel levou-os a ficar sob a misericórdia de Deus. O Senhor não mudou. O que mudou foram as circunstâncias.
A linguagem empregada nesta passagem é chamada antropomórfica. É semelhante a uma pessoa que, movendo-se de um lado para outro, diga: "Agora a casa está à minha direita", e depois: "Agora a casa está à minha esquerda". Essas afirmações não querem dizer que a casa se moveu. É que a linguagem, sob a perspectiva de alguém, está descrevendo que a pessoa mudou a sua posição em relação àquela casa. Quando Moisés disse que Deus se arrependeu, essa foi uma forma figurativa de descrever que a intercessão de Moisés teve êxito em mudar o relacionamento do povo de Israel com Deus. Ele tirou a nação do juízo de Deus e a trouxe para a misericórdia de sua graça. Deus não muda, nem muda de idéia, nem de vontade; sua natureza é imutável.

2º Post: Como pode esta passagem declarar que Deus moveu Davi a levantar o censo de Israel, se 1 Crônicas 21:1 declara que isso foi feito por Satanás? 2 SAMUEL 24:1
Esta passagem relata o pecado de Davi em levantar o censo do povo de Israel e Judá. O versículo 1 afirma que Deus incitou Davi a fazer isso. Entretanto, de acordo com 1 Crônicas 21:1, foi Satanás quem incitou Davi nesse sentido. Afinal quem foi responsável por instigar Davi a agir assim?
Resposta: As duas afirmações são verdadeiras. Embora tenha sido Satanás que diretamente incitou Davi, foi Deus que permitiu essa provocação. Embora o propósito de Satanás tenha sido destruir Davi e o povo de Deus, o objetivo de Deus era o de humilhá-los e ensinar-lhes uma valiosa lição espiritual. Essa situação é bem semelhante àquela descrita nos primeiros capítulos do livro de Jó, nos quais tanto Deus como Satanás estiveram envolvidos com o sofrimento de Jó. Semelhantemente, ambos estiveram envolvidos na Crucificação de Jesus. O propósito de Satanás era destruir o Filho de Deus (Jo 13:2; 1 Co 2:8). O objetivo de Deus foi redimir a humanidade pela morte de seu Filho (At 2:14-39).

3º Post: Jesus cometeu um erro ao dizer que a doença de Lázaro não era para a morte? JOÃO 11:4
A princípio Jesus disse: "Esta enfermidade não é para morte" (Jo 11:4). Entretanto, mais tarde até mesmo Jesus admitiu: "Lázaro morreu" (v. 14). Jesus não cometeu um erro então, ao pensar que Lázaro não iria morrer?
Resposta: Jesus sabia todo o tempo que Lázaro morreria e que ele o levantaria de entre os mortos, de forma que isso seria para a glória de Deus (v. 4). Ele empregou figuras de linguagem diferentes para ensinar aajs discípulos que a morte de Lázaro não era final. Ele usou a expressão: "Lázaro adormeceu" (v.11) e disse que "não é para morte" (v. 4), querendo com isso dizer que o resultado não seria a morte de Lázaro, mas sim que ele estaria vivo mediante o poder ressuscitador de Jesus. Ou seja, embora a enfermidade de Lázaro temporariamente lhe traria a morte, o poder de Jesus o restauraria à vida.

4º Post: Como pôde Jesus dizer que ninguém subiu ao céu, se Elias subiu? JOÃO 3:13 Jesus declarou nesse texto que "ninguém subiu ao céu ..." Entretanto, o AT registra a ascensão de Elias ao céu num carro de fogo (2 Rs 2:11).
Resposta: Nesse contexto, Jesus está demonstrando o seu conhecimento superior acerca das coisas celestiais. Em essência ele está dizendo: “Nenhum outro ser humano pode falar com base num conhecimento de primeira-mão acerca dessas coisas, como eu posso, já que descido ". Ele está declarando que ninguém subiu ao céu para trazer de volta a mensagem que ele trouxe. De forma alguma ele está negando que qualquer outra pessoa esteja no céu, como Elias ou Enoque (Gn 5:24). Não, Jesus está simplesmente declarando que ninguém na terra foi ao céu e depois retornou com uma mensagem tal como a que Ele lhes dava.

2 comentários:

  1. ESTUDIOSOS CRISTÃOS RECONHECEM CONTRADIÇÕES

    http://vendasoportunidade.blogspot.com.br/2012/06/estudiosos-cristaos-recon-hecem.html

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  2. Meu caro colega, o post fala em "CONTRADIÇÃO" e não em CORREÇÃO. Sabemos que muitas, eu disse muitas, e não poucas passagens do evangelho são distorcidas por alguns interpretes menos preparados. Você verá isto em várias versões como a NTLH, TLH, KING JAMES, R.C., R.R., R.A., THOMPSOM E ETC...
    Sei que muitas palavras foram acrescentadas e muitas retiradas, porém isto não tira a divindade das escrituras, se é isto o seu propósito. A Bíblia resistiu à crítica dos maiores céticos, agnósticos e ateístas por todos esses séculos, e ela pode resistir aos fracos esforços nesse sentido feitos pelos críticos incrédulos de hoje. Contrariamente a muitas outras religiões atuais que apelam a sentimentos místicos ou a uma fé cega. Deus não premia a ignorância e nem mesmo recompensa aqueles que se recusam a olhar para a evidência. Pelo contrário, ele condenará aqueles que rejeitam a clara evidência que ele revelou (Rm 1:18-20). É por isso e outras mais que eu preservo os textos originais.

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