sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O perigo das 'profetadas'

Você sabia que, mesmo nas histórias narradas pela Bíblia, no Antigo Testamento - quando Deus só falava pelos seus profetas ao povo - ou no Novo Testamento, podemos observar
erros de interpretações por parte de alguns teólogos quanto a narrativa de algumas profecias?
Um dos vários exemplos de erro de interpretação encontrados nas Escrituras Sagradas está em 1 Reis 13.18, que mostra o quanto é perigoso seguir profecias sem cuidado ou discernimento. Centenas de anos se passaram e o perigo que rodeia a igreja do Senhor continua o mesmo.

Sem o devido discernimento, falsas profecias chamadas de "profetadas", sobretudo por nós pentecostais, entre os quais a propagação das profecias é mais comum ainda causam estragos.


O caso de Lindalva Gonçalves (Nome ficticio dado por mim a uma mulher membro de uma das Assembléias de Deus em igarassu) , é um exemplo do quanto é perigosa a ação daqueles homens e mulheres que dizem falar em nome de Deus. A triste experiência vivenciada por Lindalva aconteceu em 2001, quando ela estava no nono mês da gestação de seu primeiro filho.
- Fui a um circulo de oração na Assembléia de Deus, em Bonfim, Cruz de rebouças que é muito
conhecida como "rancho dos profetas". No meio do culto, um homem conhecido como Irmão
Zezinho se levantou e me disse: "Mulher, Eis-me aqui, Eu Sou, dentro de três dias, seu filho nascerá perfeito e saudável", contou Lindalva ainda emocionada.
Três dias se passaram e Lindalva realmente foi para o hospital materno infantil (IMIP) para ganhar seu filho, mas para sua surpresa, poucas horas depois do nascimento, a criança morreu. A
alegria e o conforto deram lugar a uma decepção sem precedentes.
- Saí do IMIP com um travesseiro debaixo do braço e, depois disso, nunca mais
acreditei em profeta. Para mim agora, Deus fala apenas através da Bíblia, diz com amargura.

Cremos que as profecias são ferramentas que o Espírito Santo concede às igrejas para auxiliar o corpo de Cristo, mas sabemos que há certos exageros e lamentáveis exercícios da carnalidade humana. Toda profecia deve ser julgada pelos líderes das igrejas, para que seja verificado se ela exalta a Jesus ou se são meras tentativas de vaticínio sobre sorte e azar.

Esta espécie de profecia é característica do povo pentecostal. Muitas vezes, elas não
tem nenhuma base sólida, começam com algumas meninices envolvendo um certo sincretismo religioso. Buscando religiosidade, alguns desses "profetas" começam a criar fantasias espirituais para agradar aos cristãos que vão à procura de profecias, como se elas resolvessem os problemas de suas vidas. É prudente consultar a Bíblia para reconhecer a genuinidade da profecia.

Se a profecia vai contra os ensinamentos escritos na Bíblia, certamente ela não é proveniente de Deus.
Abjuro esse espírito de fanatismo que permeia o meio pentecostal, esse modismo tem levado milhares de pessoas a um descalabro espiritual que não tem nada a ver com a missão do Espírito Santo na Igreja. Esse modismo tem causado estigma em alguns irmãos que levam á sério a mensagem da Cruz.
Temos percebido que muitos membros da Igreja têm sofrido por causa desse descalabro. Pois há pessoas que estão fazendo disso um meio de vida, dando ordem ao Espírito Santo. A maioria desses falsos profetas sai mundo afora profetizando sem ter vida no altar, querendo adivinhar a vida dos irmãos. Ás vezes me deparo com esses ventos de doutrina e essas falsas teologias, mas temos que estar sempre atentos para combater esses movimentos.

Para alguns irmãos que tem uma vida financeira confortável, temos até entre nós aqueles chamados "PERSONAL PROFET" ou seja, profeta particular. Esses são aqueles tipos de crentes que só querem amizades na igreja com irmãos que tem uma vida financeira de boa pra excelente. Fazem questão de deixar o telefone pessoal e dizer que na hora em que bater a tristeza e a angústia é só telefonar e pronto. Estão de plantão para profetizar bençãos e maravilhas.

Agora, se você não é rico, também não se desespere. Temos também aqueles que chegam na sua casa profetizando, dizendo que Deus mandou dar cesta básica ou dinheiro para ele fazer a feira no supermercado. Esse tipo de profeta parece até que engoliu um mendigo com saco e tudo.

Que Deus nos dê cada dia mais temperança e mansidão para nos dar com esses embusteiros dentro da casa do Senhor.


Fonte: Ricardo André

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

CANTE, MAS CANTE COM SABEDORIA.

Um dia desses, assisti um programa de música evangélica jovem numa emissora de televisão evangélica.
Foi um espetáculo curioso, digno de reflexão séria e objetiva. Um rapaz cantou um hino de sua autoria. Sua voz não era boa. A música era de qualidade sofrível e de execução muito barulhenta.

A letra, simplesmente terrível. Passou uma imagem muita fraca dos evangélicos. Na realidade, se houvesse critérios técnicos, o rapaz não deveria ter cantado.

Mas infelizmente muitos crentes acham que para Jesus qualquer coisa serve, mesmo que de baixo padrão.
O que lhes importa é a intenção, como se esta fosse desculpa para má qualidade. E por isso a música foi elogiada pelo apresentador, que imitava os locutores de FM, falando no estilo "metralhadora".
É bem verdade que os locutores de programas populares de FM são todos iguais, imitando o falecido Big Boy, lançador do estilo.
O programa evangélico imita o estilo do mundo. Isso, por si só, já não é recomendável.

O cântico falava do Diabo. Certos segmentos evangélicos têm uma fixação com esta figura. Mas gosto é gosto. Não se discute. O problema é a teologia duvidosa passada pelo programa. Dizia a letra que antigamente os crentes fugiam de Satanás, mas agora, não. Agora nós o perseguimos, corremos atrás dele, nós o desmoralizamos, nós o vencemos, nós zombamos dele.

Agora, o inferno treme de medo diante da Igreja. O jovem gritava a ponto das veias do pescoço se salientarem. Gritar, por vezes, dá ar de verdade ao que se diz.

Há gente que pouco diz, mas que grita bem e por isso impressiona. Alguns podem ter levado a música a sério. Mas eu fiquei chocado. Gosto de espiritualidade. Busco-a. Mas também gosto de qualidade e não a vi. Gosto do ensino bíblico correto e não o vi. Pelo contrário. Vi um ensino em franco desacerto com a Bíblia.

Não houve teologia sadia na música. Muitos compositores põem suas idéias em música sem submetê-las ao crivo de um ensino bíblico correto. Confunde-se a inspiração musical com revelação bíblica e se presume que "se Deus inspirou" (um conceito tão subjetivo!), é válido. Tem-se cantado muita aberração por se desprezar a doutrina bíblica correta. E este é um problema sério no meio evangélico: o abandono da Bíblia como fonte de doutrina e de inspiração. A experiência, as sensações, a intuição, o querer, têm sido colocados como padrão.

Voltemos à música e sua teologia. Não se persegue o Diabo. Não fomos autorizados nem mandados a fazer isto (e não há como fazê-lo, como persegui-lo?). Fomos orientados para resistir-lhe (Tg 4.7) que ele fugiria de nós. Devemos ter cautela com ele (1 Pe 5.8). Não devemos lhe dar lugar (Ef 4.27). E o inferno não está tremendo de medo da Igreja. Quem disse isso?

A vida cristã apresenta uma tensão: o já e o ainda não. O reino de Deus já foi estabelecido por Jesus e está em vitoriosa expansão, mas ainda não está consumado. O mundo vindouro já chegou e já temos provado seu poder, mas o mundo antigo ainda não cessou. Já somos filhos e não mais escravos, mas ainda não entramos na liberdade da glória dos filhos de Deus. Satanás já está vencido, mas ainda não aniquilado. Já estamos salvos, mas ainda não glorificados. "Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam" (Sl 24.1), mas "o mundo jaz no maligno" (1 Jo 5.19). A ênfase exagerada no ainda não conduz ao derrotismo. Deixamos de ter estímulo para o futuro e nos centramos no agora. Por outro lado, a ênfase exagerada no já conduz ao ufanismo, à criancice, a afirmações pueris sem embasamento bíblico. Olhamos o futuro como se fosse agora. Muitos hoje querem o já (saúde completa, impecabilidade, posse de todas as bênçãos e perfeição). Mas isso pertence ao reino consumado que ainda não chegou.

Um mandamento bíblico muito esquecido e pouquíssimo enfatizado no meio evangélico é a sobriedade. Ser sóbrio e viver sobriamente é ordem bíblica: 1 Tessalonicenses 5.6 e 5.8, 1 Timóteo 3.2, 2 Timóteo 4.5, Tito 1.8. 1 Pedro 1.13, 4.7 e 5.8.É bom cantar e louvar a Deus. É bom celebrar a vitória cristã.

Mas é bom ter doutrina correta. Também é bom não menosprezar o adversário. Ele ruge como leão (1Pe 5.8) e não mia como gatinho domesticado. Não brinque com ele. E uma palavra cordial aos compositores evangélicos, autores de hinos e corinhos: subordinem suas idéias à Bíblia. Ela deve ser normativa de nossa doutrina e de nossos cânticos. Se assim não for, podemos cantar conceitos incorretos. Isso nos prejudicará.

Daremos ao mundo uma mensagem errada. Isso prejudicará o mundo. E Deus responsabilizará vocês por ensinarem o erro.

Fonte: Ricardo André

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MEU NEGÓCIO É APARECER...

O desejo de reputação ou respeito religioso tem nos arrastado, de uma forma instantânea, à justiça dos escribas e fariseus. A verdade é que esse desejo se concentra
sempre nos atos visíveis, e não na origem dos atos, no coração. Os escribas e fariseus, segundo Jesus, praticavam, todas as suas obras com o fim de serem vistos pelos homens; pois alargavam os seus filactérios e alongavam as suas franjas. Amavam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças, e o serem
chamados mestres pelos homens
(Mt 23.5-7).

Neste post pretendo demonstrar que lamentavelmente tal atitude ainda persiste em
nosso meio assumindo duas formas: Uma busca por títulos “rápidos”, mas grandiosos; e o
exibicionismo, em especial nos automóveis. Não estou neste artigo fazendo referencia aos
pastores que maneira própria e honesta foram aprovados por alguma convenção.
Também não estou me referindo aos mestres e doutores que literalmente “ralaram” em
seus cursos teológicos e honestamente adquiriram tais privilégios, os quais merece nossa maior
consideração. Refiro-me as distorções advindas do orgulho e da idolatria. Vejamos:

Uma Busca Desenfreada Por “Títulos Grandiosos”

É assombroso como o apetite por títulos e recompensas na vida religiosa, em
particular a “evangélica” tem assumido proporções que chegam mesmo as raias do
ridículo. Uma demonstração dessa triste realidade é a criação e proliferação de novos
títulos nas diversas denominações para descrever os “superministérios”, poderíamos dizer
os “mais grandes”. Digo “mais grande” por que no Reino de Deus não existe maior, por
isso uso o termo “mais grande” onde até a forma lingüística está errada...

É oportuno lembrar que essa “onda” começou com o título de bispo, porém com o
surgimento rápido de várias “igrejas”, esse título acabou ficando comum.
Nesta perspectiva, vários líderes que já eram “bispos”, não contentes com esse título, porque o
mesmo já não representava a “majestade” de seus ministérios, se autoconsagraram “apóstolos”,
e até criaram um conselho mundial dos apóstolos em que dividiram o planeta em doze ministérios... Ao que parece logo, vai faltar espaço. Fico imaginando qual será o próximo título, talvez seja sumo apóstolo ou mesmo quem sabe vice-deus!!!...
Outra demonstração de anti-humilde “evangélica” que é claramente o orgulho
extremado é:

O Exibicionismo Nos Carros

Falo com sinceridade e com bastante veemência. Já não aguento mais ver essas palhaçadas atrás dos carros, tenho asco em ver essas frases de quem diz "Eu sou o centro das atenções de Deus".
Seguindo-se bem de perto a esse modismo do “mais grande”, vem a fanfarronice e
o exibicionismo visíveis nas traseiras dos automóveis, tais como: “Deus me deu”; “sou
filho do rei”; “não sou dono do mundo, mas sou filho do dono”; “... a igreja com cara de
leão”; “temos visto a face de Deus”... “Nossa igreja vai salvar o mundo todo”;..." Quando Deus quer é assim";..."Deus é fiel"... Chega, estou cheio disso, isso é a cara de kombeiro. Não que eu tenha alguma coisa contra os kombeiros, de forma alguma, mas isto é próprio da categoria.

O crítico é que esse comportamento não se restringe apenas ao Brasil. Tal atitude
também está presente na outra América em nossos vizinhos latinos.
Essas ostentações exibicionistas e ainda uma boa parcela de outras coisas do que se
considera normal como partes da nossa “cultura da auto-estima” perfazem uma vida alheia
ao estarmos na presença de Deus. Porque tais atitudes são puramente idólatras (neste caso
egolatria). Onde as pessoas fazem questão de ostentar a imagem de são superiores,
melhores, especiais e mesmo afortunados... Infelizmente, tal atitude além de ser um pecado
do indivíduo, expõe ao ridículo a comunidade do Reino de Deus.

A Atitude Dos Filhos do Reino

Jesus recomenda que os filhos do Reino de Deus não devem agir dessa forma. “...
aprendei de mim que sou manso e humilde de coração...” (Mt 11.29). Falando dos títulos
Jesus afirma: “Vós, porém não sereis chamados mestres, porque um só é o vosso Mestre, e
vós todos sois irmãos. A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso
Pai, aquele que está no céu. Nem sereis chamados guias, porque um é vosso Guia, o
Cristo. Mas o maior dentre vós será vosso servo”
(Mt 23.8-11).
Que revigorante diferença essa! Porém, infelizmente, esse texto dificilmente será
usado no culto de domingo que vem. As versões públicas que a devoção chamada cristã
tem assumido são extremamente parecidas com aquela que Jesus desautoriza aqui. Basta
ver quem é celebrizado, na mídia, e nas igrejas (baixinho chiiiiiii – Já vi uma das nossas igrejas
onde o membro tem que pedir literalmente a benção ao pastor). Em outras palavras, temos
muitos motivos para nos preocupar com os efeitos da respeitabilidade religiosa sobre
a nossa fidelidade a Deus.

É importante notar que no Reino de Deus, do qual somos cidadãos e participantes,
não devemos nos apegar às formas exteriores, ou a sua ausência. A forma pode estar
errada, e certo o coração, ou a forma pode estar certa, e errado o coração. Em Mateus 6.1,
Jesus dá o seu princípio diretor. “Guardai-vos de exercer a vossa justiça (dikaiosune)
diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão
junto de vosso pai celeste”.

O que Jesus está dizendo é que não há nada inerentemente errado em ficar
conhecido. O errado não é ser visto fazendo uma boa obra, mas fazer uma boa obra
para ser visto. Sempre que usarmos, para nós ou para os outros, a perspectiva de
reconhecimento como motivo para fazer o que se deve fazer por si mesmo, estaremos
usurpando o papel de Deus em nossa vida.

Conclusão:

O fato problemático é que na visão dos não crentes, evangélico é tudo igual.
Infelizmente estou começando a crer que essa afirmação tem grandes chances de se tornar
uma realidade real, lamentavelmente.
Fico pensando: será que toda nossa teologia pentecostal, ou batista ou presbiteriana ou conreacional e etc. de mais de centenas de anos está errada, retrógrada? Será que os nossos pastores não tem mais competência para conferências? Será que não temos mais pastores com o dom de evangelista? É óbvio que o problema não está em nossa teologia, nem na falta de pastores competentes.

Que saudade das nossas grandes cruzadas do passado, onde centenas de pessoas
conheceram a Jesus através da mensagem do Evangelho Bíblico.
Irmãos meu objetivo não é criticar a, b ou c, mas lembrar que enquanto
permanecemos calados diante de tantas adversidades, e mesmo heresias, as pedras
começam a clamar. E pelo visto estão fazendo coisas de impressionar até alguns dos
nossos líderes que já começaram copiá-las. Precisamos acordar rapidamente e valorizar os
nossos pastores e mestres, em especial aqueles maduros, que mesmo diante de tantas
“pressões” permanecem fiéis as Escrituras Sagradas e que muito ainda tem para
acrescentar no serviço do Reino de Deus, com suas experiências de vida.

A grande verdade é que a nossa intenção é determinada por aquilo que queremos e
esperamos do nosso ato. Quando realizamos boas obras para ser visto pelos homens,
fazemo-los porque o que estamos buscando é algo que procede dos homens. Deus reage
conforme as nossas expectativas. Quando queremos apenas a aprovação e estimas
humanas, e fazemos o que fazemos só por isso, Deus gentilmente se afasta porque,
conforme o nosso desejo, o caso não lhe diz respeito. E aí ficamos absolutamente sós com
as nossas “honras”... Que Deus afaste de nós essa tragédia.

Fonte: Ricardo André

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Discípulos Ou consumidores? "O Outro Lado da Herança de Charles G. Finney"

A palavra "evangélicos" tem se tomado tão inclusiva que corre o perigo, de se tornar totalmente vazia de significado. "R. C. Sproul"

Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter cinco mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo. Uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me à multiplicação dos pães narrada em João, 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas Ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão, pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (Jo 6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase todos da multidão (Jo 6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que Ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (Jo 6.67-69).

Jesus poderia ter satisfeito as necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos a ter uma vasta multidão que o fazia por motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores

Síndrome da porta giratória

Infelizmente, parece prevalecer entre os evangélicos em nossos dias uma mentalidade bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Muitos, influenciados pela febre de consumir (inclusive coisas supérfluas), que vem crescendo nas sociedades capitalistas, têm assumido uma postura de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo encontrou a porta da igreja evangélica. Tem entrado com toda a força, e parece ter vindo para ficar.

Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades individuais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno do indivíduo, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida que são capazes de atender estas necessidades.

Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, físicas e materiais das pessoas. E, neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados na medida em que se presta para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar freqüentando as igrejas.

Numa pesquisa recente feita Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que quatro a cada dez americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente, buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidente muitos esteja em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, um em cada cinco americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia (etc.) durante o curso de um ano. Discordo que todas estas coisas sejam problemas mentais; muita coisa tem a ver com os efeitos do pecado na consciência. De qualquer forma, os espertos se aproveitam de estatísticas assim. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita no ano passado por Steve Rabey em Christianity Today.

Cada vez mais cresce o Marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vez seu propósito inicial de difundir o Evangelho e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos estados Unidos pertence a corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente fazê-los sentir-se bem.
Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta giratória". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações, ou simplesmente diversão e entretenimento evangélicos; muitas delas estão simplesmente passeando pelas igrejas, como quem passeia pelas lojas de um shopping center, escolhendo produtos que lhe agradem. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão, facilmente quanto entraram. As pessoas escolhem igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.

Finney e a mentalidade consumista

A meu ver, um dos mais decisivos fatores para o surgimento da mentalidade consumista na igreja evangélica é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney tem, moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do "movimento de sinais e prodígios", do movimento neopentecostal e do movimento de crescimento da igreja.
Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, estimado e venerado como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney, sem qualquer crítica à sua teologia e à sua metodologia. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.

Em sua obra de teologia sistemática (Sistematic Teology [Bethany, 1976]), escrita no final de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney abraça ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base na obra de Cristo cm lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a idéia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste em o pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferências; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224).

Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, trocou a ênfase que havia à pregação doutrinária pela ênfase em fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology, ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos."
Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no Século IV, que foi condenado como herético pela Igreja. Ele tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos maiores responsáveis pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas.

Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento e produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e o avivamento é resultado de campanhas bem planejadas com os métodos conceitos.Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los a Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores por meios psicológicos, com receio de produzir falsas conversões.

Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isso, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio à prática moderna de se fazer apelos por uma decisão imediata ao final da mensagem), o uso de quaisquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis de pecado e do juízo.
O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado esses métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, promovendo a mentalidade consumista.

O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a uma multidão de consumidores. É preciso reconhecer que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.

Fonte: Ricardo André

domingo, 16 de novembro de 2008

O PIOR DOS PECADOS

Um cristão convidou um amigo a visitar sua igreja. Este lhe disse que não iria porque “na igreja há muito hipócrita”. O cristão retrucou: “Mas você pode ir assim mesmo. Cabe mais um”. O convidado tinha o direito de recusar, mas cometeu um grave pecado ao generalizar uma crítica, ofendendo a todos, na sua desculpa. Cometeu o terrível pecado da soberba espiritual.

Este é um dos piores pecados que podemos cometer. Muitas pessoas dizem que não há distinção de pecado, que todos são iguais diante de Deus. Equivocam-se. A Bíblia mostra que há distinção de pecado. As pessoas interpretam mal esta palavra de Tiago: “Qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpados de todos” (Tg 2.10) para defender que todos os pecados são iguais. Tiago não defende isto. Ele mostra a interdependência da lei. Outro equívoco é partir do ponto de que todo pecado é um ato contra Deus. É verdade. Todos são contra Deus, mas isto não significa que todos são iguais. Há gradações de ofensas a Deus.
Isto se vê em vários lugares. Em Êxodo 32.31 Moisés diz que o povo ”cometeu um grande pecado”. Vê-se também nos diferentes tipos de sacrifícios para aplacar pecados. Se fossem todos iguais, bastaria um tipo. Segundo Paulo, os homens podem piorar em seu estado moral (2Tm 3.13). Há pecado que não é para morte e há pecado para a morte, pelo qual não se deve orar (1Jo 5.16-17). Há pecado imperdoável: “Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na que há de vir” (Mt 12.32).

Por isto que graduo a soberba espiritual, a arrogância de se julgar superior aos demais, como um pecado terrível. Foi contra isto que Jesus pregou seu mais duro sermão (Mt 23). Ele não voltou sua dureza contra pessoas depravadas, mas contra as muito santas, que procuravam justificar-se a si mesmas.
Há santos arrogantes, que se julgam superiores a todos os demais, a quem vêem como crentes de segunda classe. Vêem a igreja cheia de pecadores, ao passo que alardeiam sua santidade. Será que Mateus 23 não é uma mensagem que lhes diz respeito? Lembremos da parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.9-14). Eis como ela termina: “Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 9.14). Lembremos que graça não é para santos, é para pecadores. Os perfeitos se colocam fora do alcance da graça. Não precisam dela. Os pecadores precisam de graça.
Um coração vaidoso tenta se justificar a si mesmo e denigre os outros, colocando-se acima deles. Espiritualidade não se mede por arroubo. Mede-se por real consciência de si. Bernard de Clairvaux definiu humildade nos seguintes termos: “Humildade é a correta compreensão de si mesmo”. A pessoa humilde não fantasia sobre si mesma. Vê-se como é. Como pecadora. Paulo, o maior de todos os apóstolos, autor de quase que a metade do Novo Testamento, declarou: “Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (1Tm 1.15). A pessoa espiritual não vê os pecados dos outros e as trombeteia. Vê os seus e lamenta por eles.
Ninguém é tão santo como pensa que é. Nem tão bom e tão espiritual como pensa que é. O elevado conceito á seu próprio respeito é pecado. Um dos piores, o pecado da soberba espiritual.

Não sejamos arrogantes. Não somos melhores que nossos irmãos. Não os censuremos, oremos por eles e cuidemos de nossa vida. “Aquele, pois, que pensa estar de pé, olhe que não caia” (1Co 10.31). Humildade não mata, mas arrogância derruba.


Fonte: Ricardo André

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

DEZ RAZÕES POR QUE NUNCA TOMO BANHO !

As pessoas que não freqüentam a igreja apresentam alguns argumentos razoavelmente interessantes para se justificarem em sua atitude. O adjetivo “interessantes” não é por sua validade, mas pelo seu teor simplório. Para mostrar a inconsistência de alguns desses argumentos, alguém elaborou uma lista bem-humorada chamada “Dez razões por que nunca tomo banho”. Veja as razões e compare-as com as desculpas dadas para não freqüentar uma igreja:

1. Meus pais me forçaram a tomar banho quando eu era criança. Tomei aversão.


2. As pessoas que tomam banho são hipócritas. Elas se julgam mais limpas que as outras.


3. Há muitos tipos de sabonete. Eu nunca saberia, exatamente, qual deles usar.


4. Eu costumava tomar banho, mas tornou-se algo rotineiro e perdeu o encanto.


5. Nenhum dos meus bons amigos toma banho e eu preciso ser igual a eles. Se souberem que tomo banho vão zombar de mim. Preocupo-me mais com a opinião deles do que com minha higiene pessoal.


6. Tomo banho no Natal e na Páscoa. Isso não é suficiente?


7. Começarei a tomar banho quando ficar mais velho. A juventude não é uma época boa para se tomar banho, pois há coisas mais importantes por fazer. O banho atrapalha minhas aspirações de jovem.


8. Não tenho tempo. Ando muito ocupado, trabalhando, estudando, cuidando do meu futuro. Banho pode esperar. Um pouco de sujeira não faz tão mal assim. Na realidade, banho é para desocupado.


9. O banheiro é muito frio. Ou: “O banheiro é muito quente”. Ou, ainda: “É difícil o estacionamento para se chegar ao banheiro”.


10. Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu dinheiro.


O paralelo é óbvio. As desculpas para não se ir à igreja, em sua maioria, senão totalidade, são absolutamente inconsistentes. Da mesma maneira são fracas as desculpas que as pessoas utilizam como justificativa para não dar atenção à sua situação espiritual. Se um simples banho não comporta desculpas assim tão ocas, imagine a questão da vida eterna e do relacionamento com Deus.


Pois é, você tem algum motivo sério para não cuidar do seu relacionamento com Deus? Ou eles são da mesma espécie das desculpas do avesso ao banho? Não há nenhuma desculpa válida para ignorar-se Deus.


Fonte: Ricardo André

EU VI A CRUZ !

EU VI A CRUZ. Era de cartolina. Media cerca de dez por sete centímetros. Na parte de cima, o versículo de Apocalipse 2.10 (“Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”). Em baixo, uma fitinha. Essa cruz era um marcador de livro. Estava à venda numa livraria evangélica. Custava R$ 2,00.

EU VI A CRUZ. Era de pedra sabão, muito bonita. Bem trabalhada, media uns vinte centímetros por quinze. Tinha um pedestal que permitia que ficasse de pé. Estava na feira de artesanato, na praça de Cruz de Rebouças, perto de minha casa. Custava R$ 20,00.

EU VI A CRUZ. Era de ouro puro, dezoito quilates, bem trabalhada. Media uns cinco centímetros por três. A lâmpada que brilhava sobre ela realçava sua beleza. Custava R$ 450,00 e era acompanhada por uma correntinha para pendurar no pescoço.

EU VI A CRUZ. Também de ouro puro, com pedras cravejadas. De uma beleza impressionante. Estava num estojo de veludo azul, numa joalharia de alto nível. A vitrina que a abrigava era à prova de bala e com dispositivos eletrônicos para evitar o roubo. Custava R$ 4.000,00.

EU VI A CRUZ. Estava levantada no alto de um monte. Era tosca. Rude. Mal feita. Suja de sangue. Não era artística nem bela. Não havia luz brilhando sobre ela para enfeitá-la. O sol se escondera. Não provocava espanto por sua beleza ou por seu estojo. Nela, um homem sangrava, agonizante, com marcas de tortura e uma coroa de espinhos. Era a cruz de Jesus Cristo. Não tinha preço. Todo o ouro do mundo não podia pagá-la. Aquela era a cruz da redenção da humanidade. Era a minha cruz. Era a sua cruz. A nossa cruz.

Com gratidão por ela,

Ricardo André.

Fonte: Ricardo André

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Membro de igreja ou discípulo de Jesus?

Você sabe a diferença entre membro de igreja e discípulo de Jesus Cristo? Parece ser a mesma coisa, mas não é. Há diferenças entre ser um membro de igreja e ser um discípulo de Jesus Cristo.

O MEMBRO espera pães e peixes; o DISCÍPULO é um pescador.

O MEMBRO luta por crescer; o DISCÍPULO se reproduz.

O MEMBRO vale porque soma; o DISCÍPULO vale porque multiplica.

O MEMBRO acha que o sermão deveria ser mais evangelístico; o DISCÍPULO prega o evangelho do Senhor Jesus Cristo.

O MEMBRO se ganha; o DISCÍPULO se faz.

O MEMBRO gosta de afago; o DISCÍPULO, do sacrifício pela causa de Cristo.

O MEMBRO entrega parte de seus desejos; o DISCÍPULO entrega toda a sua vida.

O MEMBRO é contribuinte; o DISCÍPULO é dizimista e ofertante.

O MEMBRO espera que lhe apontem a tarefa; o DISCÍPULO toma a responsabilidade para si.

O MEMBRO, quase sempre, murmura e reclama; o DISCÍPULO é obediente e nega-se a si mesmo.
O MEMBRO reclama que o visitem; o DISCÍPULO visita.

O MEMBRO vê o problema; o DISCÍPULO traz a solução.

O MEMBRO sonha com a igreja ideal; o DISCÍPULO se entrega para fazer a igreja real.

O MEMBRO solicita orações por suas necessidades; o DISCÍPULO tem uma vida de oração.

O MEMBRO deseja um culto mais envolvente; o DISCÍPULO adora a Jesus Cristo como Senhor.

O MEMBRO entende que a igreja é a casa do Pai; o DISCÍPULO faz de sua casa um santuário de Deus.

O MEMBRO está envolvido na política eclesiástica; o DISCÍPULO está envolvido com a Palavra de Deus.

O MEMBRO da igreja sabe que Deus está nele; o DISCÍPULO sabe que Deus está nele para o outro.

O MEMBRO da igreja é valioso; o DISCÍPULO de Jesus Cristo é indispensável.

O MEMBRO diz: “Que bonito!”; o DISCÍPULO diz: “Eis-me aqui!”.

O MEMBRO deseja ter a luz para enxergar o caminho; o DISCÍPULO é a luz do mundo.

O MEMBRO deseja uma igreja vibrante; o DISCÍPULO é parte dela.

O MEMBRO é um soldado de defesa; o DISCÍPULO é um invasor da defesa inimiga.

O MEMBRO é condicionado pelas circunstâncias; o DISCÍPULO as aproveita para exercer a fé.

Resumo:

O MEMBRO é criatura de Deus tentando se convencer que é convertido a Cristo, que o tem no coração. No entanto, NUNCA o convidou para entrar nele. É sócio domingueiro de um clube chamado Igreja, é convencido e religioso.

O DISCÍPULO, na condição de criatura de Deus, aceitou:

1. O Senhor Jesus Cristo,
2. A salvação,
3. Converteu-se a Cristo, tornando-se verdadeiramente filho de Deus, herdeiro do reino de Deus. Por isso é chamado de cristão. Deixou a velha natureza pecaminosa e faz todo esforço, com a ajuda do Espírito Santo para viver em obediência, prática e intimidade com Cristo.

Só uma questão a mais: você é um MEMBRO de igreja ou UM DISCÍPULO de Jesus?

Fonte:Ricardo André

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Pastor usa nome de Jesus para fazer 'merchan' de consórcio na TV

Amados irmãos, no dia 29 de outubro deste mesmo ano quando acessava algumas páginas na net, deparei-me com uma noticia que estava no provedor UOL, fiquei de sobremodo atônito, pois sabia que o referido pastor a quem irei me referir aproveita-se da "inocência"de alguns irmãos para fazer meninices no púlpito e até brinca de "POWER RANGERS" jogando poder para a platéia, isso é a marca registrada do seu ministério, mas não esperava que o tal usaria o púlpíto para fazer MERCHANDISING.

Esse é o evangelho METROSEXUAL que alguns pregadores propagam em vez de falar da verdadeira palavra Cristocêntrica.

Interesses próprios, são o que esses ministros buscam, sem compromisso nenhum com a palavra de Deus e com a verdade.

II Tm 3:1-5 "SABE, porém, isto; que, nos últimos dias, sobrevirão tempos trabalhosos; Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afecto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te."

Vejam o que o provedor UOL diz em relação a esse Pastor:

Se existe uma "vítima" da chamada Teologia da Prosperidade ela é a própria palavra escrita na Bíblia.
Essa teoria (ou prática teológica) tem se disseminado de forma surpreendente, e é defendida por evangélicos que crêem --grosso modo-- que Deus tem algum tipo de dívida para com o ser humano, ou que tem uma espécie de acordo (com ares de obrigação) de dar-lhe riqueza e felicidade caso a pessoa realmente tenha fé e o queira.
A contrapartida geralmente é o fiel desembolsar alguma riqueza própria (dinheiro) em troca da riqueza maior futura.O pastor evangélico Marco Feliciano, do Ministério Tempo de Avivamento, leva a teoria às últimas conseqüências em site e em programa na Rede TV.
Enquanto garante que Deus atenderá a todos os pedidos de "fiéis", "perseverantes" ou "valentes", ele aproveita e vende cursos de teologia, DVDs, CDs de músicas e camisetas. Até aí, ok, nada demais. Mas ele também usa o nome de Jesus em merchandisings.Segundos após realizar uma oração inflamada (que inclui palavras de língua desconhecida), pastor Feliciano ressurge como garoto-propaganda no mesmo cenário para vender um consórcio de casa própria, o GMF Consórcios."Você realiza, então, em nome de Jesus, o sonho da casa própria", diz o pastor.

Bíblia, hermenêutica e edição

Os pastores e bispos adeptos da teologia ou teoria da prosperidade fazem uso da hermenêutica na leitura da Bíblia para garantir que o que estão fazendo não viola as regras de Deus ou de Jesus.
Trata-se de uma espécie de "edição" de conteúdo: cada um usa a Bíblia da forma que lhe interessa.
Senão vejamos: a orientação divina para que os humanos não se percam em desejos materiais em detrimento ao amor por Deus está citada duas vezes, de forma muito semelhante, em dois diferentes Evangelhos.
Em Lucas, 16:13, lê-se: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas."Da mesma forma, em Mateus 6:24, está: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom".Por outro lado há outro trecho em Lucas , 11:9, que diz que ao pedir algo a Deus, o fiel simplesmente receberá o que deseja (de acordo com o merecimento e fé, pressupõem-se). Mas sem precisar fazer um carnê de desafio com uma igreja. Sem intermediários."Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês." No caso do pastor do "merchan", a porta começa com um consórcio para a casa própria.

Amados, notem que o colunista "Ricardo Feltrin" que escreveu essa matéria não é evangélico, mas cita algumas passagens bíblicas com veemência ainda que tendo raso conhecimento para fazer suas críticas.

Espero em Deus que possamos suportar tais assuntos com mais sobriedade, pois os dias são maus e temos que nos aproximar mais de Deus.


Fonte: Ricardo André