terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Amor de Deus I

Via de regra, temos uma concepção errada de Deus. Nós o imaginamos como um SER iracundo, tempestuoso, guerreiro, com uma espada na mão, pronto para matar. Essa concepção vem do berço. As mães acalentando seus filhinhos, lhes infunde na alma terror de Deus. E quando vão as criancinhas crescendo e a fazer artes, as mães começam a ameaçar: fica quietinho, senão Papai do céu fica zangado. E a criança vai crescendo com essa idéia errada de Deus, idéia que vai se arraigando no coração e produzirá os mais amargos frutos na vida toda.

O reflexo dessa concepção de Deus podemos ver no seguinte caso: O grande evangelista do século passado - D. L. Moody conta que pregava na cidade de Chicago, na outra América. Na casa onde pregava, a bico de gás, estava um letreiro em um verso da Bíblia: DEUS É AMOR. O furioso servo de Deus pregou, anunciou a doce nova do amor de Deus pelos perdidos pecadores. Terminou o trabalho e já se preparava para sair, quando nos últimos assentos estava um homem chorando. O pregador se aproximou dele e lhe disse: Amigo, por que chora? Morreu algum parente?

Não! Foi a resposta; está sentindo alguma dor? - Não! Novamente a resposta; alguma palavra de minha mensagem tocou-lhe o coração? - Não! Os hinos que cantamos, feriram-lhe a alma? - Também não! Então, o que foi? Por que chora? E o homem apontando para o letreiro luminoso disse ao pregador: não posso acreditar naquilo, que DEUS É AMOR. Sou miserável pecador! Tenho vivido na lama da degradação, na imundícia do pecado; tenho blasfemado contra Deus; tenho feito mal aos outros; tenho ódio no meu coração; minha alma está em trevas; sou mau; perverso. Não posso crer que Deus ame um homem como eu. E o homem dizia tudo isso chorando. E o pregador teve oportunidade de lhe dizer: Meu amigo, você está certo no que pensa a seu próprio respeito; na realidade você é um grande pecador; como eu também o sou; você é um indigno pecador; sem quaisquer merecimentos, condenado ao inferno. E por outro lado, Deus é justo, bom perfeito, puro, santo. Os dois extremos são exatos; agora o que você precisa saber é que entre a imundícia do seu coração, os seus gravíssimos pecados, a hediondez do seu pecado, e a pureza e perfeição e santidade de Deus, estão os braços abertos do Filho de Deus, que nos une ao Pai celeste e nos religa ao Criador. O Senhor Jesus com uma das mãos toma a nossa frágil mão e com a outra segura a Mão do Pai celestial e realiza o milagre da reconciliação, matando toda a inimizade semeada pelo Diabo.

Em Cristo Deus se esquece de todos os nossos pecados, apaga todas as nossas iniqüidades e lava o nosso negro coração. Ninguém entende isto, mas é verdade; não sabemos como Deus se dignou amar tão miseráveis pecadores, mas ama; não entendemos como o Perfeito e Puro veio à procura do imundo; o Elevado e Grande veio buscar o pobre verme; o Eterno e Poderoso baixou ao mísero mortal; não entendemos isso, mas é a realidade; assim aconteceu; Deus nos amou e nos ama. Fez cair nossa condenação sobre o seu Filho unigênito - Cristo Jesus. O castigo que nos devia trazer a paz caiu sobre Jesus. Ele foi esmagado em nosso lugar. As nossas transgressões denegriram o coração do Mestre. No lenho onde consumava os nossos pecados, sentindo o peso de nossos crimes, exclamou do mais profundo do coração: "Deus meu! Deus meu! por que me desamparaste?" Sentiu-se desamparado pelo próprio Pai naquela hora de vergonha e dor. Depois de Moody ter explicado tudo isto, o homem que chorava recebeu um lampejo dos céus, sua alma foi iluminada, recebeu Jesus como seu Salvador, não procurou ENTENDER, mas ACEITAR a Dádiva de Deus. Aceitou, sua alma foi transformada pela graça dos céus, seus pecados quais grandes montões, todos perdoados, sua alma lavada no sangue do Cordeiro, e experimentou a paz, a doçura do amor de Deus. Os olhos do seu entendimento foram abertos, e passou a ver as maravilhas do Senhor. Louvou ao Deus supremo. Ergueu a cabeça e dos seus olhos vermelhos de tanto chorar, brotaram duas lágrimas de alegria e certeza que lhe iam na alma, agora resgatada pelo sangue do Senhor Jesus.

E é isso, amigo, exatamente isso que Deus fez continua fazendo: ELE NOS AMA, Não adianta procurarmos saber porque ele nos ama. Nunca chegaremos a uma compreensão precisa. Consola-nos saber que ele nos ama, apesar de nossa indignidade, da nossa imundícia; ele nos procura porque quer o nosso bem; quando nos encontra no charco do pecado, perdoa-nos completamente, lavando-nos no sangue do Senhor Jesus; quando nos acha feridos à beira da estrada, pensa as nossas feridas e nos socorre. Realmente, DEUS É AMOR. Ele nos amou de tal maneira, que deu seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz em nosso lugar. Deus te ama, amigo, ama plenamente. Não queres confiar no amor de Deus?

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