terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Amor de Deus II

Alguém disse que assim como uma mãe ama o seu filhinho, mas abomina-lhe a febre, do mesmo modo Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. O pecado é o aguilhão do diabo e nada tem com Deus. Pelo pecado, o diabo afastou o homem de Deus. Entre a alma humana e Deus há um abismo intransponível. Esse afastamento do homem é descrito pelo Senhor Jesus na famosa parábola do Bom Pastor.

Na primeira nuança do quadro, damos com a figura principal, que é o homem LONGE DE DEUS, simbolizada na ovelhinha tresmalhada. Um pequeno afastamento do caminho reto, hoje; amanhã mais um pouco e mais um pouco... Entrou por atalhos, deu com barreiras e mais barreiras, com verdadeiros labirintos e finalmente no charco de onde não conseguiu mais sair. Ei-lo então longe de Deus. O Velho Testamento nos conta a respeito de Ló, sobrinho de Abraão. Voltaram do Egito. Houve atrito entre os pastores do gado de Abraão e os pastores do gado de Ló. Abraão viu que a divergência entre os empregados, acabaria por atingir-lhe também, Chamou então Ló e ordenou-lhe que escolhesse para onde ir: se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda. Ló ergueu seus olhos e contemplou as verdes campinas que o fascinaram. Atrás de toda aquela extasiante aparência, estava Sodoma, a cidade corrupta e condenada à destruição. Aos poucos, Ló foi armando suas tendas na direção de Sodoma; aproxima-se hoje; mais um pouco amanhã; e mais um pouco, e quando acordou na realidade, estava dentro de Sodoma; dentro de Sodoma e longe de Deus; dentro de Sodoma e separado de Deus. Meu amigo, a velha história da Ovelha Perdida narrada pelo Senhor Jesus na impressionante simplicidade, objetiva a mesma realidade hoje: O HO-MEM AFASTADO de Deus, longe do aprisco santo da salvação; nas guias do diabo, perdido no pecado enganado,. É o retrato da tua vida, amigo. Estás longe de Deus, longe do teu Criador. Apesar de longe, Deus te ama. Deus pensa em ti, Deus te quer bem e tudo já fez por ti.

Na segunda nuança do quadro, contemplamos um pastor cuidadoso das suas ovelhas. Ao contar, notou falta de uma; tornou a contá-las; falta uma mesmo. O Supremo Pastor acompanha sempre as ovelhas; conhece-as intimamente; sabe-lhes o nome; cuida delas com muita solicitude. Meu prezado ouvinte, tu podes estar longe do aprisco do Senhor; podes estar em grandes e aviltantes pecados; podes estar alheio ao grande e profundo amor do Pai Celestial, mas ele cuida de ti, e por ti vela: ele te acompanha em todos os movimentos. Até quando permanecerás longe do Bom Pastor?

Na terceira nuança do famoso quadro do Senhor Jesus, temos um Pastor PREOCUPADO. Contou as ovelhas; falta uma. E agora, onde estará ela? Longe do aprisco não está segura, não é bom lugar. Está sujeita ao assalto das feras, à pilhagem dos ladrões... Estará ferida e impossibilitada de se locomover? Teria caído num profundo abismo? Que lhe terá acontecido? E a tarde vinha chegando e logo desceria a noite. O Pastor deu-se pressa em deixar as 99 com segurança e pôs mãos à obra na busca da ovelhinha. Não cogitou de rebeldia da ovelha; nem do seu erro em deixar as companheiras e perder-se nas brenhas das montanhas. Pelo contrário, ele se compadeceu dela e da sua triste condição. Não pensou em jantar e nem em descanso; tinha trabalhado afanosamente o dia todo sob sol causticante e estava fatigado. Deixou tudo e foi caminho afora à procura da ovelhinha perdida. Subiu montanhas, atravessou valados, vadeou riachos, penetrou abismos e andou, andou muito; não mediu esforços; expôs-se aos perigos, ao ridículo, à humilhação; não importa o que importa é a ovelhinha. Levava no seu coração uma preocupação: estará ela viva ainda? Encontrá-la-ei sã? E o Bom Pastor trabalhou a noite toda no encalço da ovelha querida. Notemos bem, o Pastor deixa tudo, isso já é sacrifício; deixou o lugar seguro e foi atrás da ovelhinha, isso é esforço; procurou a ovelha e procurou mesmo, isso é diligência; procurou a ovelha mais e mais e em todas partes, isso é persistência; arriscou sua vida para descobrir a ovelha, isso é amor. E não foi isso o que o Senhor Jesus fez por nós, miseráveis pecadores? Jesus suspira ainda hoje por ti amigo, que és uma ovelhinha perdida...

Na quarta nuança do quadro, damos com a descoberta da ovelha. É uma hora alegre, emocionante. O Pastor tomou nos seus ombros a ovelhinha, afagando-a ao peito. Recuperou-a com vida. Estava satisfeito. E o Senhor Jesus anda à procura de ovelhinhas perdidas. Ele quer descobrir-te, amigo, ainda hoje. Ele anseia por ti.

E a última nuança do quadro apresenta a festa que o Pastor proporcionou aos amigos, pela recuperação da ovelhinha querida. E o Senhor Jesus disse "que maior júbilo há no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não necessitam de arrependimento". É o amor de Deus!

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