quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Crédito para pastores e líderes religiosos... Era só o que me faltava.

“Pastores, padres e líderes religiosos ligados a alguma igreja poderão fazer empréstimos para construção ou reforma de templos, além da compra de móveis. Há pouco mais de um mês, o Conselho Federal dos Teólogos (CFT), entidade que reúne 750 mil associados em todo o país, começou a oferecer uma linha especial de crédito a igrejas.”

vejam a notícia completa AQUI.

Os empréstimos variam de R$ 50 mil a R$ 400 mil e podem ser pagos em até 60 meses, com carência inicial de seis meses. A taxa de juros vai de 2% a 4,5% ao mês, conforme o valor financiado. Segundo o pastor Walter da Silva Filho, presidente do CFT, o financiamento é voltado para padres, pastores ou líderes religiosos que sejam filiados ao conselho há, pelo menos, cinco anos e estejam à frente de alguma igreja ou templo.

E eu já tenho o cartão FielCred! Agora vou poder construir templos; um para a minha sogra, que está numa dificuldade financeira miserável; outro para meu pai, para ajudar na aposentadoria dele; outro para minha madrasta, para ela poder fazer a tão sonhada redução de estômago; outro para mim, para poder usufruir do dinheiro dos bestas e outro para alugar para a Igreja Universal, para poder pagar a mensalidade do empréstimo, claro!

Agora, me diga... O que a Bíblia fala sobre não emprestar dinheiro a juros, foi a falência? Será que o relativismo é tão grande a ponto de afetar a nossa consciência cristã? Virou comércio mesmo?!

A Bíblia diz em Provérbios 22:7 “O rico domina sobre os pobres; e o que toma emprestado é servo do que empresta.” Em Provérbios 22:26-27 diz: “Não estejas entre os que se comprometem, que ficam por fiadores de dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?”

Agora vejam só, o CFT que é o (Conselho Federal de Teólogos) diz que não precisa ser teólogo para "USUFRUIR" dos empréstimos, basta ter cinco anos de ministério para se filiar. Então vamos dar um créditozinho ao "INRI CRISTO" aquela abominação que se acha o Cristo. Só ele tem mais de 10 anos de ministério. Fracassado e maldito, mas tem. Assim ele finalmente funda a sua igreja que hoje em dia acolhe mais de 50 mil adeptos.

Depois me chamam de polêmico.

É muita cara de madeira!

"CUIDADO" com esse evangelho da prosperidade...

Galatas1.9
"Assim,como ja dissemos, e agora repito, se alguém vos pregue evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema."

Pessoas introduzidas no meio das igrejas e chegam a cargos elevados, ou seja, em termos de liderança de denominações estão distorcendo o Evangelho de Cristo, hoje em dia temos uma doença chamada de evangelho da prosperidade ou de evangelho fácil, que é pregado facilmente por pessoas de pouco conhecimento, mas com uma vontade enorme de conquistar pessoas com mentiras de formas desonestas, como as pessoas terão uma base de CRISTO se estão sendo enganadas com promessas de uma vida financeira melhor, riqueza e bolso cheio, vida sem problemas; quase todos os dias pessoas aceitam a um Cristo que não morreu na cruz para nos redimir e sim a um Cristo bancário que faz milhões de promessas, que lhes dará bastante dinheiro para quem o servir.

Amados irmãos eu fico chocado com as palavras de prosperidade, porque CRISTO deixou de ser pregado, ou seja, a Cruz do calvário é o tema de todo o bom pregador, mas hoje a cruz até pro lado protestante está sendo considerado loucura, nos somos servos de Cristo devemos começar uma mudança contra isso, contra essa anátema que perturba o Evangelho do Senhor, por isso o texto de galátas 1.6-7;diz: adimira-me que tão depressa estejais passando dAquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho;o qual não é outro, mas alguns que vos inquietam e querem transtornar o Evangelho de Cristo.

Hoje nos podemos ver denominações que estão caminhando para o fogo eterno, porque por uma fraca representação de liderança deixam esse evangelho muito pobre e medíocre entrar e tomar conta ate de Cristo, por isso é que pessoas em massa aceitam a Cristo, templos cheios, mas no fundo encontram pessoas vazias que tem dentro de si um egocentrismo, motivadas para terem mais e mais, enquanto outras não tem nada, isso nos traz uma realidade porque, que a igreja está tão doente nos últimos tempos, vemos por exemplo pai de Família matar mulher e dois filhos, todos evangélicos, político corrupto é preso "político crente", pessoas que não tem vida com DEUS, porque entraram atrás das vantagens oferecidas e não por renuncia por Cristo, algumas nem sabem o que é arrependimento, é ensinado espírito de vitória, sempre nunca tristeza, nunca tribulação contrário do que diz João 16.33...no mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

Esta mensagem é um aviso de cuidado com essa teologia barata, vejam o que diz Isaías 1.2-5 "ouvi, oh céus, e dai ouvidos, oh terra, porque o Senhor é quem fala, criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento o dono da manjedoura, mas Israel não tem conhecimento o meu povo não entende... toda a cabeça está doente, e todo o coração enfermo. Louvado seja o nome do Senhor, o Santo de Israel o Todo Poderoso. Persuado eu agora homens ou a DEUS? ou procuro agradar a homens? se estivesse ainda agradando homens não seria servo de Cristo, mas faço-vos saber irmãos, que o Evangelho que anuncio não é segundo homens, não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de JESUS CRISTO. Galátas 1.10-12.porventura; tornei-me, vosso inimigo, por vos dizer a verdade.Galátas4.16

Lista do nunca mais

Devemos ter muito cuidado com o que 'profetizamos' sobre nós mesmos, pois "do fruto da boca, o coração se farta; A morte e a vida estão no poder da língua, o que bem a utiliza come do seu fruto" (Pv 18:20,21). "O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda a sua alma das angústias" (Pv 21:23). Assim, pois:


1-Nunca mais direi eu não posso, pois
"Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4:13).

2-Nunca mais direi que não tenho, pois
“o meu Deus, há de prover magnificamente a todas as minhas necessidades, segundo a Sua glória, em Cristo Jesus". ( Fl 4:19).

3-Nunca mais direi que tenho medo, pois
“Deus não deu espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria" (II Tm 1-7).

4-Nunca mais direi que tenho dúvida ou falta de fé, pois
“eu tenho o grau de fé que Deus distribuiu" (Rm 12:3).

5-Nunca mais direi que sou fraco e desprotegido, porque
“o Senhor é o protetor de minha vida" (Sl 26:1) e "aquele que conhece a seu Deus, manter-se-á firme e resistirá" (Dn 11:32).

6-Nunca mais direi que satanás tem supremacia em minha vida, porque
“o que está em mim é maior do que aquele que está no mundo" (I Jo 4:4).

7-Nunca mais direi que estou derrotado, pois
“Deus nos concede sempre triunfar em Cristo" (II Co 2:14).

8-Nunca mais direi que não tenho sabedoria, pois
“Jesus Cristo, da parte de Deus, se tornou para mim sabedoria, justiça, santificação e redenção" (I Co 1:30).

9-Nunca mais direi que estou doente, pois
“fui curado graças às suas chagas" (Is 53:5), e "Jesus tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nosso males" (Mt 8:17).

10-Nunca mais direi que estou preocupado pois
"confio a Ele todas as minhas preocupações, porque Ele cuida de mim" (I Pd 5:7). Em Cristo estou livre de cuidados.

11-Nunca mais direi que estou preso, pois
“onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (II Co 3:17). Meu corpo é templo do Espírito Santo.

12-Nunca mais direi que estou condenado, pois
“já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo"(Rm 8:1).

FAÇA A SUA LISTA PESSOAL DO NUNCA MAIS
E EMPENHE-SE EM DEUS PARA VENCER!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

É muita cara de pau...

Caros irmãos, tenho urticárias sentado no sofá vendo certos programas de televisão que se dizem evangélicos ou em frente ao meu computador navegando pela internet, quando vejo esse conceito de alguns pregadores de que a riqueza acompanha os crentes, isso é um absurdo. Certos pregadores enfatizam: "Deus prometeu deixar ricos todos nós", isto é uma falácia. Deus não prometeu isto. Deus advertiu contra isto: “... os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição" (1 Tm 6.9). E ainda diz: "A benção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores. (Pv 10.22). Hermeneuticamente falando, a Bíblia fala de enriquecermos das "bençãos" de Deus, e essas bençãos que a bíblia fala não são as materiais, são as espirituais. Enriquecer aqui fala de "EDIFICAR" e não de ficar milionário. Esses pregadores da prosperidade tem uma visão fragmentária da Bíblia. Quem não a vê globalmente, perde muito do seu valor. Uma das regras de Hermenêutica é "a Bíblia interpreta a própria Bíblia", o que implica na necessidade uma visão global da Escritura.

Dá asco só em escutar certas pregações dos famosos telemissionários de hoje em dia. Deturpam dantescamente a Bíblia e ainda fazem lavagem cerebral em alguns irmãos menos letrados. Tem que ter muita cara de pau para colocar certas propagandas e faixas na frente da igreja. Parece até um delivery espiritual, onde quem não pode ir recebe a benção em casa, mas com uma condição, o motoqueiro vai buscar o dízimo também em casa. É uma verdadeira palhaçada.

Há hoje uma busca de exotismo, de ineditismo, em nossas igrejas. As pessoas têm comichão nos ouvidos e andam como os atenienses do tempo de Paulo, à cata de novidades. Tem faltado seriedade no trato com a Bíblia por parte de muitos pregadores. Eles a usam para comprovar idéias, não de forma exegética e normativa, mas de forma auxiliar às suas posições. Esse movimento da prosperidade tem dado uma parcela de contribuição ao caos reinante com sua atitude para com a Bíblia. Quando Lutero desencadeou a Reforma, mudou o eixo de autoridade em matéria de religião: tirou-a do Magistério da Igreja e passou-a para a Escritura. Desde Lutero esta é a postura protestante e evangélica: a Bíblia é normativa. O movimento da prosperidade deslocou novamente o eixo da autoridade: tirou-o da Escritura e colocou-o no indivíduo. Uma situação pior que a pré-Reforma. Parte do caos doutrinário hoje se deve ao abandono da Bíblia como fonte de doutrina e de edificação, que passou a ser a experiência, "o Senhor me falou", "o Senhor me revelou", "Deus me disse", etc. Usa-se a Bíblia para referendar as doutrinas produzidas pela experiência de alguém.

Nossas igrejas necessitam de um estudo sério da Escritura. Isso começa pelo tratamento que o púlpito deve dar à Palavra: a exegese e a exposição devem prevalecer sobre o sermão topical e sobre as experiências e ilustrações enlatadas. Um programa sério de estudo bíblico e a promoção de leitura sadia em nossas igrejas (como há "sabrina evangélica" em nossas livrarias!) são os primeiros passos para uma virada na situação: uma volta à Bíblia e a rejeição de sonhos, visões, experiências, ilustrações dúbias e revelações.

Fonte: Ricardo André

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Blocos evangélicos."Evangelização ou astúcia de satanás?"

As Escrituras Sagradas não dão amparo algum para a inconseqüente iniciativa da igreja católica na tentativa de cristianizar o carnaval, justificativas foram apresentadas pela igreja, as mais inconseqüentes e infelizes. O Carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a explícita manifestação das obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, glutonarias e coisas semelhantes. O apóstolo São Paulo em sua carta aos Gálatas 5:19-20 declara inequivocamente que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.

É incrivel como vem se alastrando dantescamente os chamados blocos evangélicos. Blocos esses que levam atrás várias pessoas que se dizem cristãos. A verdade é que aqueles blocos estão servindo para disfarçar a vontade de alguns crentes e pastores que se infiltram no meio da folia dizendo que é para evangelizar as pessoas e tirá-las do meio do mundo, há aqueles que ainda contratam trios elétricos e pulam como se estivessem tirando a capa que fica sobre eles durante o resto do ano dentro da igreja.

Em Ezequiel 44:23 está escrito: “E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o impuro e o puro.” Sendo o carnaval a expressão máxima daquilo que é profano, daquilo que é abominável aos olhos do Senhor, não é então prática para os santos que já foram alcançados pela maravilhosa salvação do nosso Deus participar. É claro que temos que ensinar o povo não alcançados a distinguir entre o santo e o profano, mas fora da lama, sem participar da profanação, sem fazer quorum com essa orgia depravada, há muitos lugares, onde durante o ano, que os servos do Senhor Jesus podem ensinar para os que ainda estão debaixo dessas avalanches. Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na nefanda festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos “evangélicos” o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação, é a mistura do santo com o profano sob pretexto de evangelização. Pergunta-se então: será que deveríamos freqüentar a boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra elas?

Como se já não bastasse a forma com que satanás com seus adeptos, procurassem ultrajar, vilipendiar o ano inteiro, àquEle que sem reclamar deu Sua vida para salvação do mais vil pecador, parece que nos dias de carnaval esse astuto usurpador, como se estivesse fechando o balanço do inferno, procurasse arregimentar todos os demônios do inferno, a juntar-se com todos os oprimidos da terra, para uma blasfêmia sem precedentes e sem medidas, contra tudo que é de Deus, contra tudo o que é Santo. Procurando sem sucesso a denegrir a Igreja de Deus. Atentando contra a Célula Mater da sociedade que é a família, essa instituição Divina, instituída ainda no Éden, pelo próprio Deus e sem o auxilio de oprimido nenhum, e que Deus tem primado por sua preservação em todas as dispensações, e hoje esse inimigo audaz tem tentado por todos os meios a acabar com ela; durante o ano, as pessoas que mais se projetam na sociedade através da Televisão, parece não ter mais nada a apresentar a não ser vilipendiar a família, culminando, fazendo um fechamento infeliz no carnaval. Mulheres que se desnudam em plena via pública, diante das câmeras para o mundo inteiro, induzindo as crianças à sexualidade precoce, e promíscua, às drogas, à falta de respeito, à violência e enfim à morte precoce.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Em tudo dai graças I Ts 5.18

A falta de Deus e a degradação humana tem se alastrado dantescamente pelo mundo. O egoísmo humano e a falta de interesse pelo próximo tem se tornado normal até dentro da casa do Senhor.

Espero que essas imagens possam trazer a uma reflexão mais profunda sobre o destino da humanidade. Somos responsáveis também pela degradação humana e não menos responsáveis pelo nosso egoísmo em relação ao próximo.

Fico pensando nas pessoas que têm luxo em comer certas comidas, sentem asco só em pensar que quando chegar à sua casa irá comer aquela mesma coisa que a mãe, mulher ou alguém da família ira fazer.Pessoas que são acostumadas a um modismo televisivo de que isso e aquilo não fazem bem á saúde e podem engordar. Aliás, engordar é o que as mocinhas e alguns rapazes não querem hoje em dia, por que a “MODA” é ter um corpinho sarado e esbelto para impressionar a sociedade consumista e seus cônjuges ou suas paqueras.

Jovens treinando em academia para manter sua aparência estável e estigmatizando sua consciência por não agüentar está ali naquele lugar. Pessoas que se chafurdam numa linha de pensamento parco e solapam suas mentes com pensamentos confusos.

Quando a palavra de Deus nos diz: “Aquele que diz que está na luz, e aborrece o seu irmão, até agora está em trevas. Aquele que ama o seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas, aquele que aborrece o seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.” I Jo 2.9 Significa que também temos responsabilidade em auxiliar nossos irmãos mais necessitados e acolhe-los quando preciso. É certo que ultimamente as trevas têm cegado essa sociedade com esse egoísmo dantesco em relação aos nossos irmãos que necessitam de alguma ajuda.

Qual será a nossa posição em relação ao que Deus nos diz na sua palavra quando fala do próximo? “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que, o cumprimento da lei é o amor.” Rm 13.10

Você ja teve que implorar ou rastejar por comida e verdadeiramente sentir o desprezo humano? Não? Então dai graças.

Quando criança você era alimentado todos os dias e tinha força para comer e viver? Sim? Então dai graças.






Alguém da sua família já morreu de fome nos braços da mãe? Não? Então dai graças.







Você já ficou desesperado de fome e teve que buscar alimento em lugares sujos e absurdos? Não? Então dai graças.






Você tem água potável para tomar banho e água mineral para beber? Sim? Então dai graças.
















Agradeçamos sempre ao senhor por tudo, e tenhamos mais compaixão pelo próximo.

"EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS, EM CRISTO JESUS, PARA CONVOSCO." I Ts 5.18

Ricardo André.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Leia a Bíblia e receba um abraço do Espírito Santo.

Preciso deixar claro que a minha fé e prática se apoiam na Bíblia, a palavra de Deus, sendo ela a única fonte da revelação de Deus. Você crê que a Bíblia é a palavra de Deus e que ela é imutável? Deus diz: Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão. Mateus 24:35

Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; IITimóteo3:16. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hebreus 4:12. Jesus, porém lhes respondeu: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus; Mateus 22:29. sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo. II Pedro 1:20-21. (Atenção: Nem espíritos bons ou maus, nem anjos).
mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que vos foi envangelizada. I Pedro 1:25.

A Bíblia é o livro sagrado do Cristianismo. Ela é o livro mais famoso e mais produzido no mundo. Seus 66 livros foram escritos por mais de 40 pessoas, das mais diferentes profissões, culturas e nacionalidades, durante um período de cerca de 1.500 anos.
Nela se encontram os mais variados gêneros literários, como histórias, biografias, leis, poesias, hinos, canções, provérbios, cartas, sermões, profecias e visões, que mostram como Deus se relaciona com a humanidade. Sua incrível uniformidade faz da Bíblia um livro singular, que só poderia ter sido escrito sob inspiração divina.
De fato, ela mesma reivindica uma inspiração especial de Deus: a expressão "e Deus disse", ou equivalente, ocorre mais de 2.600 vezes.

). Ela é o livro de Deus, pois nele estão as marcas de sua unidade. O mesmo Testador fez ambos os Testamentos. As palavras das Escrituras são desenhadas com a caligrafia dos céus. Elas trazem o sopro do Espírito Santo. É a síntese da verdade divina. A verdade de Deus sempre concorda consigo mesma. A Bíblia pode ser chamada a gramática de Deus para a linguagem dos homens transformados. Não é um compêndio de informações para mentes curiosas, mas uma mensagem poderosa para transformação de vidas. Como afirmava D. L. Moody, as Escrituras não foram dadas para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossas vidas.
A Bíblia foi redigida com o propósito de escrever em nossos corações uma nova história. Ela é o idioma de Deus para esculpir o caráter do novo homem. Seu principal enfoque é revelar a pessoa singular do único Salvador e Senhor de toda a humanidade. A salvação do homem é o objetivo final de toda a Bíblia. A Palavra de Deus é o instrumento pelo qual o Espírito Santo regenera o pecador e o meio pelo qual santifica o regenerado. A Bíblia não é nada mais do que a voz dAquele que se assenta no trono. Cada livro, cada capítulo, cada sílaba, cada letra da Bíblia é um pronunciamento direto do Altíssimo. Por isso, onde a Bíblia não tem voz, não devemos ter ouvidos, insiste John Trapp.
A Bíblia é o único livro que tem uma mensagem capaz de transformar radicalmente o homem e torná-lo uma bíblia encadernada em pele humana, para a leitura dos ignorantes e analfabetos. Aqui está a versão mais atualizada da Bíblia. Vidas marcadas pela mensagem bíblica fazem a edição mais interessante de conteúdo espiritual. Muitos não sabem ler a escrita do papel, mas sabem interpretar muito bem a linguagem revelada que vem do coração. Só as palavras de Deus gravadas no coração do ser humano podem fazer uma encadernação de luxo deste livro vivo. Gravai estas palavras no vosso coração e na vossa alma, atai-as por sinal nas vossas mãos, e ponde-as como faixas entre os vossos olhos (Deuteronômio 11:18).

Deus nos Abençoe!

O Carnaval e o Cristão.

Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis (Rm 8.13)

O carnaval no Brasil, uma das mais conhecidas festas populares do mundo, é totalmente contrário aos valores cristãos. Mas, por outro lado, não podemos deixar de considerar que esta festa é uma manifestação folclórica e cultural do povo brasileiro. Será que o carnaval, na proporção que vemos hoje , com suas mais variadas atrações, com direito a escândalos e tudo, envolvendo políticos (quem não se lembra do episódio ocorrido com Itamar Franco?) e alcançando as camadas mais humildes da sociedade , é o mesmo de antigamente? Onde e como teve início o carnaval? Qual tem sido a sua trajetória, desde o seu princípio até os dias atuais? Existem elementos éticos em sua origem? São perguntas que, na medida do possível, estaremos respondendo no artigo que segue.

Origem histórica da festa do rei Momo


A palavra carnaval deriva da expressão latina carne levare, que significa abstenção da carne. Este termo começou a circular por volta dos séculos XI e XII para designar a véspera da quarta-feira de cinzas, dia em que se inicia a exigência da abstenção de carne, ou jejum quaresmal. Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos do latim tardio carne vale, isto é, adeus carne, ou despedida da carne; esta derivação indicaria que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias do jejum quaresmal - outros estudiosos recorrem à expressão carnem levare, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da quaresma, ou seja, ao domingo da qüinquagésima, o título de dominica ad carnes levandas; a expressão haveria sido sucessivamente abreviada para carnes levandas, carne levamen, carne levale, carneval ou carnaval – um terceiro grupo de etmologistas apela para as origens pagãs do carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: de onde vem a forma carnavale.

Segundo o historiador José Carlos Sebe, ao carnaval estão relacionadas as festas e manifestações populares dos mais diversos povos, tais como o purim, judaico, e as saturnálias e as caecas, babilônicas, manifestações que contribuíram muito para o carnaval atual.

A real origem do carnaval é um tanto obscura. Alguns historiadores assentam sua procedência sobre as festas populares em honra aos deuses pagãos Baco e Saturno. Em Roma, realizavam-se comemorações em homenagem a Baco (deus de origem grega conhecido como Dionísio e responsável pela fertilidade. Era também o deus do vinho e da embriaguez). As famosas bacanais eram festas acompanhadas de muito vinho e orgias, e também caracterizadas pela alegria descabida, eliminação da repressão e da censura e liberdade de atitudes críticas e eróticas. Outros estudiosos afirmam que o carnaval tenha sido, talvez, derivado das alegres festas do Egito, que celebravam culto à deusa Isís e ao deus Osíris, por volta de 2000 a.C.a Enciclopédia Britânnica afirma: Antigamente o carnaval era realizado a partir da décima segunda noite e estendia-se até a meia-noite da terça-feira de carnaval2. Outra corrente de pensamento entende que o carnaval teve sua origem em Roma. Enquanto alguns papas lutaram para acabar com esta festa (Clemente, séculos IX e XI, e Benedito, século XIII), outros, no entanto, a patrocinavam.

A ligação desta festa com o povo romano tornou-se tão sólida que a Igreja Romana preferiu, ao invés de suspendê-la, dar-lhe uma característica católica. Ao olharmos para países como Itália, Espanha e França, vemos fortes denominadores comuns do carnaval em suas culturas. Estes países sofreram grandes influências romanas. O antigo Rei das Saturnais, o mestre da folia, é sempre morto no final das antigas festas pagãs.

Vale ressaltar que O festival Dionisíaco expõe em seu tema um grande contra-senso, descrito na The Grolier Multimedia. Enciclopédia, 1997: A adoração neste festival é chamada de Sparagmos, caracterizada por orgias, êxtase e fervor ou entusiasmo religioso. No entanto, seu significado é descrito no mesmo parágrafo da seguinte forma: Deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne e a bebida desse sangue.

A origem do carnaval no Brasil

O primeiro baile de carnaval realizado no Brasil ocorreu em 22 de janeiro de 1841, na cidade do Rio de Janeiro, no Hotel Itália, localizado no antigo Largo do Rócio, hoje Praça Tiradentes, por iniciativa de seus proprietários, italianos empolgados com o sucesso dos grandes bailes mascarados da Europa. Essa iniciativa agradou tanto que muitos bailes o seguiram. Entretanto, em 1834, o gosto pelas máscaras já era acentuado no país por causa da influência francesa.
Ao contrário do que se imagina, a origem do carnaval brasileiro é totalmente européia, sendo uma herança do entrudo português e das mascaradas italianas. Somente muitos anos depois, no início do século XX, foram acrescentados os elementos africanos, que contribuíram de forma definitiva para o seu desenvolvimento e originalidade.

Nessa época, o carnaval era muito diferente do que temos hoje. Era conhecido como entrudo, festa violenta, na qual as pessoas guerreavam nas ruas, atirando água uma nas outras, através de bisnagas, farinha, pós de todos os tipos, cal, limões, laranjas podres e até mesmo urina. Quando toda esta selvageria tornou-se mais social, começou então a se usar água perfumada, vinagre, vinho ou groselha; mas sempre com a intenção de molhar ou sujar os adversários, ou qualquer passante desavisado. Esta brincadeira perdurou por longos anos, apesar de todos os protestos. Chegou até mesmo a alcançar o período da República. Sua morte definitiva só foi decretada com o surgimento de formas menos hostis e mais civilizadas de brincar, tais como o confete, a serpentina e o lança-perfume. Foi então que o povo trocou as ruas pelos bailes.

Símbolos carnavalescos

Como em qualquer manifestação popular, o carnaval também se utilizou de formas simbólicas para aguçar a criatividade do povo e, conseqüentemente, perpetuar sua história. As fantasias apareceram logo após as máscaras, por volta de 1835, dando um colorido todo especial à festa. Com o passar dos anos, as pessoas iam perdendo a inibição e as fantasias, que a princípio eram usadas como disfarce (por serem quentes demais), foram dando lugar a trajes cada vez mais leves, chegando ao nível que vemos hoje, de quase completa nudez. Independente das mudanças, os grandes bailes, portanto, permaneceram realizando concursos de fantasias, incentivando a competição entre grandes figurinistas e modelos.

Como já foi citado, o primeiro baile de carnaval no Brasil foi realizado em 1841, na cidade do Rio de Janeiro, e, desde então, não parou mais. No começo eram apenas bailes de máscaras e a música era a polca, a valsa e o tango. Havia também coros de vozes para animar a festa. Nota-se que nem sempre foi tocado o samba, mas modinhas. Os escravos contribuíram com o carnaval com um estilo de música chamado lundu, ritmo trazido de Angola. Tal ritmo, no entanto, por ser considerado indecente, limitava-se apenas às senzalas. Contudo, permaneceu durante todo o século XIX.

Com esta fusão de ritmos nasce o semba, uma expressão do dialeto africano quibundo. Essa expressão passou por uma culturação e se tornou o que chamamos hoje de samba. O samba se popularizou nos entrudos, pois em sua origem este ritmo não era propriamente música, mas uma dança feita nos quilombos. Todo este contexto histórico nos leva até os anos 20, ocasião em que nasce aquilo que hoje é chamado de a excelência do samba, ou seja, o samba de enredo.

O carnaval hoje conta com bailes de todos os tipos, como o baile à fantasia, baile da terceira idade, matinês para crianças, bailes de travestis, entre outros. Os embalos musicais destes bailes contam com o bater dos surdos e o samba é o ritmo predominante. Também toca-se axé music, um estilo baiano. No carnaval hoje não se dança mais, pula-se.

Desfiles das Escolas de Samba

Iniciou-se no começo do século XX com os blocos, mas somente nos anos 60 e 70 é que acontece no carnaval brasileiro a chamada Revolução Plástica, com a participação da classe média na folia e todos os seus valores estéticos e estilísticos, que viriam incrementar todo o contexto das escolas de samba.
Os desfiles das escolas de samba são, sem dúvida, o ponto alto do carnaval brasileiro, turistas vêem de todos os cantos e pagam pequenas fortunas para assistirem ao desfile. Outras tantas pessoas perdem noites de sono vendo a festa pela televisão.

A competição entre as escolas de samba é ferrenha, e não raro ocorrem brigas entre seus líderes (leia-se presidentes) durante a apuração dos resultados, pois os pontos são disputados um a um, para que, ao final, se saiba quem foi a grande campeã do carnaval.
Um detalhe importante. A oficialização do desfile das escolas aconteceu em 1935, com a fundação do Grêmio Recreativo Escola de Samba. Antes desta data, porém, mais precisamente em 1930, já se via desfiles nas ruas do Rio de Janeiro.

O carnaval e a igreja católica romana

Devido à sua origem pagã, e pelo fato de ser uma festa um tanto obscena, a relação entre a Igreja Romana e o carnaval nunca foi amigável. No entanto, o que prevaleceu por parte da igreja foi uma atitude de tolerância quanto à essa manifestação, até porque a liderança da igreja não conseguiu eliminá-la do calendário. A solução, então, foi: se não pode vencê-los, junte-se a eles. Daí, no século XV, a festa da carne, por assim dizer, foi incorporada ao calendário da igreja, sendo oficializado como a festa que antecede a abstinência de carne requerida pela quaresma: Por fim, as autoridades eclesiásticas conseguiram restringir a celebração oficial do carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas (em nossos tempos, alguns párocos bem intencionados promovem, dentro das normas cristãs, folguedos públicos nesse tríduo a fim de evitar que sejam os fiéis seduzidos por divertimentos pouco dignos). Como se vê, a igreja não instituiu o carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno vigente no mundo em que ela se implantou. Sendo em si suscetível de interpretação cristã, ela o procurou subordinar aos princípios do Evangelho; era inevitável, porém, que os povos não sempre observassem o limite entre o que o carnaval pode ter de cristão e o que tem de pagão. Esta claro que são contrários às intenções da igreja os desmandos assim verificados. Em reparação dos mesmos foram instituídas adoração das quarenta horas e as práticas de retiros espirituais nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas.

José Carlos Sebe escreveu: Apenas no século XV, provavelmente movido pelo sucesso popular da festa, o Papa Paulo II a incorporou no calendário cristão. Aliás, Paulo II foi mais longe, chegando a patrocinar toda uma rica celebração antes do advento da Quaresma. Não apenas o carnaval popular foi organizado pelos papas. Paulo IV promoveu uma terça-feira gorda, um lauto jantar onde compareceu o sacro colégio romano, e o festim regado a vinho pôde ser considerado uma das primitivas celebrações em salão fechado.

A tentativa da Igreja Católica Romana na cristianização do carnaval e sua atual justificativa é totalmente inconseqüente, infeliz e irresponsável. Não existe uma referência bíblica sequer favorável ao seu argumento. Pelo contrário. Existe todo um contexto bíblico explicitamente contrário à essa manifestação popular. Todos os especialistas cristãos sabem muito bem quando devem aplicar a transculturação cristã em determinada manifestação cultural (como exemplo, o Natal, período em que ocorre a mudança do objeto de culto e a extirpação total da velha ordem, transformação das simbologias e referências). Sabem também quando à determinada comemoração popular é impossível aplicar quaisquer processos de cristianização.

O carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a explicita manifestação das obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes. O apóstolo Paulo declara inequivocamente que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (Gl 5.19-21).

Posição da igreja evangélica no período do carnaval

Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por isso, de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pelas Sagradas Escrituras. Seja no Egito, Grécia ou Roma antiga, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas. Entretanto, não podemos também deixar de abordar os chamados benefícios do carnaval ao país, tais como geração de empregos, entrada de recursos financeiros do exterior através do turismo, aumento das vendas no comércio, entre outros.
Traçando o perfil do século XXI, não é possível isentar a igreja evangélica deste momento histórico. Então, qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas, a fim de não sermos participantes com eles (Ef.5.7)? Devemos, por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização? Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento (2 Co.4.4) ?

Creio que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da igreja nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.
Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra elas? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?
No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo imoralidade, música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras.

José Carlos Sebe, no livro Carnaval de Carnavais, página 16, descreve, segundo George Dúmezil (estudioso das tradições mitológicas): O carnaval deve ser considerado sagrado, porque é a negação da rotina diária. Ou seja, é uma oportunidade única para extravasar os desejos da carne, e dentro deste contexto festivo, isto é sagrado, em nada pervertido. Na página 17, o mesmo autor descreve: Beber era um recurso lógico para a liberação pessoal e coletiva. A alteração da rotina diária exigia que além da variação alimentar, também o disfarce acompanhasse as transformações.
Observe ainda o que diz Manuel Gutiérez Estéves: No passado, faziam-se nos povoados, mas sobretudo nas cidades, diversos tipos de reuniões em que todos os participantes aparentavam algo diferente daquilo que, na realidade, eram. A pregação eclesiástica inseriu na mensagem estereotipada do carnaval a combinação extremada da luxúria com a gula. Não falta, sem dúvida, fundamento para isto.

Como cristãos, não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus: Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito (Rm 8.5-8). Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Co 6.20).

Evangelismo ou retiro espiritual?

A maioria das igrejas evangélicas, hoje, tem sua própria opinião quanto ao tipo de atividade que deve ser realizada no período do carnaval. Opinião esta que, em grande parte, apoia-se na teologia que cada uma delas prega. Este fato é que normalmente justifica sua posição. A saber: enquanto umas participam de retiros espirituais, outras, no entanto, preferem ficar na cidade durante o carnaval com o objetivo de evangelizar os foliões.

Primeiramente, gostaríamos de destacar que respeitamos as duas posições, pois cremos que os cristãos fazem tudo por amor ao Senhor e com a intenção de ganhar almas para Jesus e edificar o corpo de Cristo (Cl 3.17). Entendemos, também, o propósito dos retiros espirituais: momentos de maior comunhão com o Senhor que tem feito grandes coisas em nossas vidas. Muitos crentes têm sido edificados pela pregação da Palavra e atuação do Espírito Santo nos acampamentos promovidos pelas igrejas. Todavia, a visão de aproveitarmos o carnaval para testemunhar é pouco difundida em nosso meio. Na Série Lausanne, encontra-se uma descrição sobre a necessidade da igreja ser flexível. A consideração é feita da seguinte forma: o processo de procura de novas estruturas nos levará, seguidamente, a um exame mais íntimo do padrão bíblico e a descoberta de que um retorno ao modelo das Escrituras e sua adaptação aos tempos atuais é básico à renovação e à missão.
Entendemos, com isso, que, em meio à pressão provocada pela mundo, a igreja deve buscar estratégias adequadas para posicionar-se à estas mudanças dentro da Palavra de Deus, e não dentro de movimentos contrários a ela. A Bíblia é a fonte, e não os fatores externos.

Cristãos de todos os lugares do Brasil possuem opiniões diferentes a respeito da maneira adequada para a evangelização no período do carnaval. Mas devemos notar que Cristo nunca perdeu uma oportunidade para pregar, nem mesmo fugia das interrogações ou situações religiosas da época. Não podemos deixar de olhar o que está escrito na Bíblia: Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2). Aqui o apóstolo Paulo exorta a Timóteo a pregar a Palavra em qualquer situação, seja boa ou má. A Palavra deve ser anunciada. Partindo deste princípio, não devemos deixar de levar o evangelho, não importando o momento.

Assim, devemos lançar mão da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor atividade para a nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval. A igreja jamais pode ser omissa quanto a esse assunto. O cristão deve ser sábio ao tomar sua decisão, sabendo que: Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (Ef 2.2-6).

Curiosidades do carnaval

Turismo - Rio de Janeiro - Em 1999, cerca de 250 mil turistas visitaram a cidade, 61% de fora do país.
Nordeste - nos últimos anos, uma média de 700 mil turistas desembarcaram em Recife.
Dinheiro - Em 1999, no Rio de Janeiro, cada escola recebeu R$ 500 mil da Prefeitura. Escolas de samba como Imperatriz Leopondinense e Beija-flor de Nilópolis chegaram a gastar R$ 1,5 Bilhão com o desfile. A Paraíso do Tuiuts (de onde?) desfilou com um orçamento mais modesto: R$ 800 mil. Em 2006, as escolas de samba (seria bom citar o local dessas escolas) desembolsaram uma quantia aproximada em nada mais nada menos do que R$ 22,5 milhões, sendo que cada delas levou R$ 500 mil, somando um total de R$ 7,5 milhões gastos pela Prefeitura (Aqui se refere ao Rio de Janeiro, apenas?).
Acidentes - Só no ano de 1999 foram registrados, pela Polícia Rodoviária Federal, 2468 acidentes nas estradas do país, com 150 mortos e mais de 551 feridos.

As armas da festa

Confete - Procedente da Espanha, veio para o Brasil em 1892;
Serpentina. De origem francesa, chega ao país também em 1892;
Lança-perfume - Bisnaga de vidro ou metal (hoje feita de plástico), que continha éter perfumado. De origem francesa, chegou ao Brasil em 1903.