sábado, 23 de maio de 2009

ATEUS Arf...

Caros irmãos, não sou muito de debater com pessoas de conhecimentos empiricos, mas respondendo a uma flatulência mental de um certo visitante ateu que me importunava a muitos dias no meu e-mail, e me desafiando com a seguinte frase: "Prove que Deus existe". Venho dar uma pequena resposta a este conspícuo visitante. Vou me reservar a dar "SOMENTE" cinco (5) provas da existência de Deus, sabendo que quando se dá as provas da existência de Deus para alguém, não se deve esquecer que a maior força a vencer não é a dos argumentos deles, e sim o desejo deles de que Deus não exista. Não adiantará dar provas a quem não quer aceitar sua conclusão. Em todo caso, as provas de Aristóteles e de São Tomás a respeito da existência de Deus têm tal brilho e tal força que convencem a qualquer um que tenha um mínimo de boa vontade e de retidão intelectual.


1ª Prova: Prova do movimento

É a prova mais clara. É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos nos mostram que a planta cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.
Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que vira carvão. Há mudanças acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas. Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex: Ricardo vai ao Recife.
As perfeições existentes são ditas existentes em Ato. As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha em Potência.
Deus então é ATO puro, isto é, ATO sem nenhuma potência passiva. Este ser que é ato puro não pode usar o verbo ser no futuro ou no passado. Deus não pode dizer "eu serei bondoso", porque isto implicaria que não seria atualmente bom, que Ele teria potência de vir a ser bondoso.

Deus também não pode dizer "eu fui", porque isto implicaria que Ele teria mudado, isto é, passado de potência para Ato. Deus só pode usar o verbo ser no presente. Por isso, quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe respondeu "Eu sou aquele que é" (aquele que não muda, que é ato puro).

Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: "Antes que Abraão fosse, eu sou" (Jo. VIII, 58). E os judeus pegaram pedras para matá-lo porque dizendo eu sou Ele se dizia Deus.
Na ocasião em que foi preso, Cristo perguntou: "a quem buscais ?", e, ao dizerem "a Jesus de Nazaré", ele lhes respondeu: "Eu sou". E a essas palavras os esbirros caíram no chão, porque era Deus se definindo.
Deus é, portanto, ATO puro. É o ser que não muda. Ele é aquele que é. Por isso, a verdade não muda. O dogma não muda. A moral não evolui. O bem é sempre o mesmo.
A beleza não muda.

Isto é Deus.

2ª Prova: Prova da causalidade eficiente

Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes.

Assim, numa série definida de causas e efeitos, o resfriado é causado pela chuva, que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é causado pelo Sol. No mundo sensível, as causas eficientes se concatenam às outras, formando uma série em que umas se subordinam às outras: A primeira, causa as intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for supressa uma causa, fica supresso o seu efeito. Supressa a primeira, não haverá as intermediárias e tampouco haverá então a última.

Se a série de causas concatenadas fosse indefinida, não existiria causa eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria. ora, isto é evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada.

Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo: "Causa das causas, tem pena de mim". A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.

O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra "Breve História do Tempo" reconheceu que a teoria do Big-Bang (grande explosão que deu origem ao universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz devido a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o universo é feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um remetente da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um criador e parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.

O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades da Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não causada.

Isto é Deus.

Ai...Ai... Já podia parar por ai, mas...


3ª prova: Prova da contingência

Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Há seres que se produzem e seres que se destroem. Estes seres, portanto, começam a existir ou deixam de existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua essência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido.

Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existia, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente. Se nada existia, nada existiria também agora. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem.

Por conseguinte, é falso que nada existia. Alguma coisa devia necessariamente existir para dar, depois, existência aos entes contingentes. Este ser necessário ou tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro.

Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário que tem a existência necessariamente tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência.

Este ser necessário é Deus.


4ª prova: Prova dos graus de perfeição dos entes

Vemos que nos entes, uns são melhores, mais nobres, mais verdadeiros ou mais belos que outros. Constatamos que os entes possuem qualidades em graus diversos. Assim, dizemos que o Recife é mais belo que Olinda. Nessa proposição, há três termos: Recife, Olinda e Beleza da qual o Recife participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.

Portanto, tem que existir a Verdade absoluta, a Beleza absoluta, o Bem absoluto, a Nobreza absoluta, etc. Todas essas perfeições em grau máximo e absoluto coincidem em um único ser, porque, conforme diz Aristóteles, a Verdade máxima é a máxima entidade. O Bem máximo é também o ente máximo.

Ora, aquilo que é máximo em qualquer gênero é causa de tudo o que existe nesse gênero. Por exemplo, o fogo que tem o máximo calor, é causa de toda quentura, conforme diz Aristóteles. Há, portanto, algo que é para todas as coisas a causa de seu ser, de sua bondade, de sua verdade e de todas as suas perfeições.

E a isto chamamos Deus.

5ª prova: Prova da existência de Deus pelo governo do mundo

Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para conseguir o que mais lhes convém.

Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio.

A este ser chamamos Deus.

Meu caro, por mais que você não acredite em Deus, Deus acredita em você e nas suas decisões. Tome essa decisão. Entregue sua vida pra Jesus e deixe ele guia-la.

Deus te Abençoe!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

"A semente é boa, e o terreno?"

Irmãos, sabemos que nenhum tipo de semente pode germinar num terreno impróprio. Por melhor que seja a qualidade do grão o terreno precisa ser adequado para o plantio, caso contrário os resultados não irão surgir.
Essa é a verdade ensinada pelo Senhor Jesus ao proferir a parábola do semeador (conforme Lucas 8:4-15). A semente é boa (ela é a Palavra de Deus – Lucas 8:11) e poderosa, mas isso não significa que se for jogada em cima de pedras irá produzir uma grande e frondosa árvore. Nós somos o terreno onde está sendo plantada essa semente poderosa, mas ela somente poderá gerar prosperidade, saúde e felicidade quando encontrar as condições para isso.
A forma como recebemos a Palavra de Deus é que vai definir se haverá ou não produtividade. Na referida parábola Jesus apresenta a existência de quatro tipos de terrenos, ou seja, quatro maneiras diferentes de receber a Palavra de Deus:

À beira do caminho. Essa é a designação dada à um coração duro e incrédulo, pré disposto à não aceitar o que é dito pela Palavra de Deus (Mat. 13:19). Essa pessoa possui uma mente armada para rebater o que a Palavra diz, será impossível o nascimento de uma árvore frutífera nessa vida, pois o terreno é inadequado.

Rochoso. Nesse terreno a Palavra de Deus não encontra condição de estabelecer-se com profundidade e criar raízes. São pessoas de vida superficial e sempre estão indispostos à mudanças profundas (Luc. 8:13).

Espinhoso. Esse é um dos tipos de terreno mais comum no tempo presente. São pessoas com espírito mundano, onde os prazeres e cuidados com as coisas dessa vida são mais importantes do que a vida eterna. A Palavra de Deus fica sem ar para respirar e sobreviver, pois é sufocada pelas coisas do sistema que opera no mundo (Luc. 8:14).

A boa terra. Esse é o terreno preparado para o cultivo. É aquela pessoa que possui um coração voltado para Deus e mesmo sem conhecê-lo em profundidade tem temor a seu respeito e está aberto para informações a seu respeito. Normalmente essa pessoa se aborrece com o mal e não tem prazer nas coisas relacionadas com o pecado. Aqui a semente encontra espaço e condições de produtividade.

Portanto, não se trata de argüir sobre o valor ou potencial da Palavra de Deus, mas se o terreno que a recebe é preparado para a produtividade. "Deus é zeloso pelo seu povo" e com certeza está zelando por você.

Deus te Abençoe!

Ricardo André