segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Maria

O Novo Testamento tem pouco a dizer sobre Maria. É, na verdade, extremamente lacônico ao falar de sua vida. Não tem ela lugar de proeminência nos Evangelhos. Como diz uma autora católica "Parece até ausente do ministério de Jesus, seu filho" Dois dos evangelistas até deixam de colocá-la no início do relato (Marcos e João), pois a história da infância de Jesus, os chamados "Evangelhos da Infância", somente é relatada em nos evangelhos de Mateus e Lucas.

Suas últimas palavras registradas foram as do casamento em Caná da Galiléia (João 2.3). Fora esse episódio, quantas anotações temos do que falou? Em Mateus e em Marcos nada foi registrado. Em Lucas, (1) na cena da anunciação (1.34,38), (2) no Magnificat (1.46-55), e (3) em 2.48 quando Jesus já está com doze anos e fora levado para se tornar um bar mitzvá . E apesar de todo esse silêncio, a Outra Igreja procura construir um elaborado sistema de obras de Maria e de devoção à sua pessoa?!

Seu nome é a forma greco-latina do hebraico Miriam, nome da irmã de Moisés. No Novo Testamento, é registrada a presença de várias Marias: Maria Madalena, Maria, irmã de Lázaro e de Marta, Maria, a mãe de João Marcos, Maria, membro da igreja em Roma, e Maria de Nazaré.

Dói ter que abordar o que segue; preferi não mencionar certas questões de teologia popular e, lamentavelmente, também de teologia oficial a respeito da mãe (Física) de Jesus. Nosso objetivo não é atacar ou hostilizar a crença de ninguém. Mas, sim, examinar o que diz a Bíblia sobre certas atitudes, doutrinas, dogmas que desvirtuaram o lugar dessa extraordinária mulher cristã, bendita entre as demais.

Idéias de Maria

As idéias não encontradas na Bíblia são: a imaculada conceição, a sua virgindade perpétua, a co-redenção, a sua assunção corporal aos céus, o título "Mãe de Deus", o culto a Maria. Tudo nasce da pergunta se Maria é salva ou salvadora. Diz a Bíblia que precisou ser salva, pois a própria Maria o afirma: "o meu espírito exulta em Deus meu salvador" (Lc 1.47). Pensar diferentemente leva aos dogmas que a Igreja majoritária tem formulado.

A imaculada conceição. É a idéia que para ser mãe do Salvador que não tinha pecado, ela mesma teria que ser isenta de pecado. Deus a teria, portanto, preservado já na sua fecundação da mancha do pecado original. Essa é uma idéia que não combina com a doutrina da Bíblia que ensina "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Rm 3.23, 24). Ter sido escolhida para gerar o Messias não significa ter sido concebida e nascida sem pecado, nem ter sido a mais perfeita mulher que já viveu. Esse dogma foi promulgado em 1854 pelo Papa Pio IX.
 
A virgindade perpétua ensina que a mãe de Jesus foi virgem antes, durante, depois do parto, e continuou a sê-lo durante sua vida de casada, de esposa e mãe. Tal doutrina foi definida pelo Concílio Constantinopla II em 553, e nasceu, sobretudo, do apreço à vida monástica (em franco progresso o ascetismo), e do menosprezo ao casamento considerado como estado inferior ao celibato. A insistência católico-romana na virgindade perpétua de Maria objetiva justificar o celibato dos seus sacerdotes e freiras. A Bíblia, no entanto, fala diferentemente: chama a Jesus de seu filho "primogênito" e não de "unigênito" .
 
Grávida virgem, deu à luz virgem, porém Mateus 1.25 ensina que após o nascimento (e a purificação subseqüente), passou a ter vida matrimonial perfeita e absolutamente normal:

"... e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de Jesus". (Mt 1.25).

E porque não é desdouro ser a mãe do Messias e mãe de outros filhos com seu marido, o Novo Testamento apresenta os nomes de seus filhos: Tiago, José, Simão e Judas, além das irmãs não nomeadas (Mc 6. 3). Que divina sabedoria, o Espírito Santo ter permitido registrar o nome de seus irmãos! Há quem queira dizer que seriam filhos de José de um casamento anterior, não há, porém, registro disso; ou primos de Jesus, no entanto, a palavra usada foi adelphos, pois existe outra, anepsiós que quer dizer "primo, sobrinho", não usada aqui pelos evangelistas.
Co-redenção de Maria junto à cruz do Calvário, ou seja, "sócia na obra da salvação". Uma coisa é dizer que Maria teve um papel único, exclusivamente seu na realização do plano de Deus para a salvação da pessoa humana; é dizer que os fatos da encarnação e do nascimento virginal são de tremendo significado para a Cristologia. Mas outra coisa é atribuir-lhe função salvífica, papel de salvadora e obra co-redentora.
 
Muita lenda tem surgido por falta de informação e estudo da Bíblia. Jesus ensinou que "errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mt 22.29), e por falta de conhecimento da Palavra Santa, há quem participe da Ceia (Eucaristia) nos cinco primeiros sábados (pois sábado é o dia do calendário que lhe é dedicado), esperando escapar do inferno sem que se preocupe com uma conduta digna do nome de cristão. E há quem dedique o dia de Sábado ao louvor de Maria que, segundo ensinam, visita o purgatório de onde leva muitas almas para o céu com ela. Quantos erros?! O purgatório?! a salvação após a morte?! Maria salvadora?!

Diz, no entanto o Novo Testamento: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem"( 1Tm 2.5).

Assunção. A doutrina é que Maria após a morte teria sido levada corporalmente para o céu, dogma que foi promulgado em 1950 pelo Papa Pio XII. Nenhum ensino bíblico há sobre isso.
 
Maria, "Mãe de Deus". Dogma definido no Concílio de Éfeso em 431, e baseado na idéia de que a sua maternidade diz respeito à pessoa inteira de Jesus. Portanto, se Jesus é homem e é Deus, Maria é mãe do homem Jesus e Mãe de Deus (?!) Fiquemos alerta que em lugar algum, o Novo Testamento a chama "Mãe de Deus". É mãe, sim, do filho de Deus. Nem "Mãe da Igreja". São ensinos estranhos ao evangelho. Mas foi "agraciada", bendita entre as mulheres, e exemplo corretíssimo de aceitação, obediência, dependência, submissão, subordinação e serviço a Deus. Acho que não é difícil de entender que Maria foi única e simplesmente "USADA" por Deus para trazer a terra seu filho "UNIGÊNITO". poderia ser outra qualquer como: Josefa, Clementina, Zefinha e outras mais...
 
O culto a Maria. Diz a doutrina da Outra Igreja que há três tipos de culto: latria (adoração exclusiva a Deus); hiperdulia (alta veneração só prestada a Maria); dulia (veneração aos santos, a lugares e objetos considerados santos). A Bíblia não se pronuncia sobre nada disso nisso! O culto a Maria é uma desonra a Deus por causa da proibição do uso de imagens. É o problema de se acrescentar algo mais à verdade da Bíblia.
 
Um caso que poderia ter sido o primeiro de veneração a Maria foi rechaçado e corrigido na hora por Jesus:

"Ora, enquanto ele dizia estas coisas , certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. Mas ele respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam" (Lc 11.27, 28).

Como devemos ver Maria?

Honramos a Maria, mãe de Jesus, com a mesma homenagem que a Bíblia lhe presta: "bendita entre as mulheres" (Lc 1.42), e reconhecemos que ela foi o vaso que trouxe a água da vida, Ela não é a água da vida, o pão da vida, o caminho, a verdade, ou a ressurreição e a vida.

Nós a reconhecemos como "bem-aventurada", ainda, porque na sua dedicação à vontade de Deus, na sua fé, na sua obediência, é exemplo para nós. É exemplo e modelo a ser imitado não mais, porém, que outros do Antigo ou do Novo Testamento.

Nós a vemos como mulher de louvor, oração e piedade. Seu cântico em Lucas 1.46-55, e que se assemelha em forma e conteúdo ao de Ana (1Sm 2. 1-10), é uma linda página de sensibilidade e profunda espiritualidade.

Quero insistir no fato que Maria foi mulher de profunda sensibilidade espiritual. Sua fé e sua disposição de servir a Deus nos chamam a atenção, por isso deu uma atenção cuidadosa, à educação de seu filho nas tradições religiosas do seu povo, o povo judeu.

Mas ela sabia que precisava de um Salvador (Lc 1. 47). Tinha absoluta consciência de que Jesus era, não só humano, mas também divino e enviado por Deus (Gl 4.4) . Lucas 2.18 e 51 nos mostram que ela meditava cuidadosa, profunda e assiduamente sobre seus deveres. É o protótipo da mulher de reflexão; é o modelo, exemplo da esposa cristã ideal.

Maria deixou um mandamento: "Fazei tudo quanto Ele [Cristo] vos disser" (Jo 2.5). Confessa ter confiança plena no poder divino do seu filho.

"FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER"

5 comentários:

  1. Se Mª foi salvadora... Como é que ela precisava de um salvador...
    E que história é essa de purgatório, salvação após a morte...
    Depois da morte segui-se o juízo. E amém!!!
    Fica na paz!
    Bassturbinado!!!

    Mauricio.

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  2. Olá Caro Ricardo,

    Em primeiro lugar quero pedir desculpas pela demora, estava em conclusão de curso e por isso estava dedicando-me apenas a faculdade e suas implicações.
    No tocante ao seu comentário em meu blog achei interessante seu ponto de vista, pois você afrima que a cegueira que possuo me impede de ver a verdade.
    E isso está totalmente correto! A verdade só pode ser Cristo, logo eu com meus pecados jamais poderia encontrá-la, pelo menos, não nesta vida. Sendo assim, não só eu mas você e todos os outras pessoas deste mundo jamais verão a Verdade tal como ela é, ela é pura demais para nós. Entretanto, essa mesma Verdade se fez igual a nós, rejeitou-se a si mesmo para nos mostrar o caminho para se chegar a verdade; e como isso foi possível?
    Como eu disse ele se encarnou, porém como algo puro pode surgir do impuro?
    Bom, estas e outras questões irei levantá-las em resposta a sua postagem sobre Maria, que a bíblia afiram ser a “mãe do meu Senhor!” (Lc 1,43).
    A Verdade é Cristo, isso todos sabemos que é uma tautologia, é o mesmo que dizer que o sol esquenta e que a chuva molha. Cabe sabermos ao final deste texto se estamos no caminho dela.
    Você inicia seu texto dizendo que o Novo testamento é lacônico ao se referir a Maria, e quero lhe parabenizar pois, começou muito bem. O importante para nós cristãos é a vida e os feitos de Jesus, Maria, sua mãe, é humilde demais para querer ser tão falada e comentada, ou até como vocês dizem adorá-la. Não. Porém, se ela aparece de forma resumida não significa que sua importância também o seja. Mas de início fiquemos por aqui, demostrando a humildade de Maria com suas próprias palavras: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra”. (Lc 1,38).
    É engraçado que Maria jamais rogou a si qualquer honra, qualquer adjetivo pelo fato de ser quem foi. No entanto, vemos continuamente pessoas que fazem “profecias”, “curas”, e até fundam igrejas sem qualquer fundamento bíblico!
    Por exemplo, caro Ricardo, você poderia me mostrar em que capítulo, versículo e livro na Sagrada Escritura que autorize qualquer pessoa fundar alguma Igreja? Não vou aqui entrar no mérito da Igreja Católica, vamos focar na Assembléia de Deus que aliás faz 100 anos em atividade no Brasil daqui a um ano.
    Maria não fundou Igrejas, muito menos os apóstolos fundaram Igrejas em seu próprio nome,e porque? Porque ela já existia, Cristo já a tinha fundado sobre Pedro a qual confiou o cuidado; e não a estes muitos “pastores” e “bispos” que fundam igrejas sem qualquer fundamento bíblico.

    E por falar em “outras igrejas”, no final do segundo parágrafo você afirma que: “apesar de todo esse silêncio, a Outra Igreja procura construir um elaborado sistema de obras de Maria e de devoção à sua pessoa?!”.
    A “outra igreja” que por acaso você se refere é a Igreja Católica. Pois bem, se responder a fundamentação da existência da Assembléia de Deus ou de qualquer outra denominação protestante na bíblia, iremos nos dedicar a descobrir a verdadeira igreja de Cristo, pois nós temos de concordar em uma coisa: ela existe e esta lá em Mt 16,18; resta-nos saber aonde, é um bom assunto para uma próxima postagem.
    Depois, você coloca que Maria é a forma “greco-latina”(sic) de Miriam, a irmã de Moisés. Desculpe, mas acredito que você esteja equivocado, pelo pouco que estudei – e pouco mesmo!!! - já se consegue perceber tal equívoco.
    Em primeiro lugar deve-se entender que Miriam ao invés de uma forma greco-latina que você assiná-la, possui em seu nome duas vertentes, uma egípcia (myr) e outra vertente hebraica (yam) que significam respectivamente “amada” e “Deus”, Maria seria assim a amada de Deus. Existem ainda outros significados que poderemos discutir posteriormente, mas de antemão, reveja sua tradução do nome Miriam.

    continua..

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  3. continuando...

    Dito isto, gostaria de refletir o que você destaca sobre o que a Bíblia afirma sobre Maria. Tomara que não doa....
    Você inicia abordando os títulos de Maria que verdadeiramente não se encontram na Bíblia – como a Igreja a qual você pertence a Assembléia de Deus – entretanto, não se deve esquecer que a bíblia não é a fonte de toda a verdade, se assim o fosse deveríamos seguir a bíblia e não a Deus. Além do mais a própria bíblia se denomina como carente de toda a verdade, veja só as palavras de João em seu evangelho:
    “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que os livros que seriam escritos não caberiam no mundo.”

    As fontes nas quais temos a revelação encontram-se na Bíblia e na tradição, que se me lembro bem, você em seu primeiro comentário sobre as repostas dadas ao Daladier, parece que não concorda com este argumento. Mas, ir contra ele é ir contra a bíblia que para você é impecável e soa como contradição. Quer um exemplo? Analisemos o livro dos Atos dos apóstolos:
    “No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até o dia em que foi levado para o céu. Antes disso, Ele deu instruções aos Apóstolos que escolhera, movido pelo Espírito Santo. Foi aos Apóstolos que Jesus, com numerosas provas, Se mostrou vivo depois da sua paixão: durante quarenta dias apareceu-lhes e falou-lhes do Reino de Deus.” (At 1,1-3)

    Veja, caro Ricardo, que Jesus após a sua ressurreição esteve ainda quarenta dias com Jesus ensinando-lhes muitas coisas. Estas coisas, porém não estão na bíblia então o que faremos? Desconsideremos tudo o que ele disse e ensinou? Será que a Assembléia de Deus concorda com isso? É uma boa questão essa,pois ela implica outra: os “pastores” da Assembléia de Deus são ordenados por outros “pastores” ou “bispos”, mas se voltarmos ao fundador da Assembléia iremos ver que ele não foi ordenado por ninguém, pois ele por orgulho de fundar e ser concorrente de Cristo fundou a sua própria igreja, ditando os seus costumes juntamente com a bíblia. E você, estudante de teologia deve saber que os apóstolos ordenavam aqueles que iriam dirigir as igrejas nas quais fundavam após a imposição das mãos, imposição essa que não nos mostra existência nos evangelhos mas, na carta de Paulo a Timóteo, este o ordena através da imposição das mãos, imposição essa que provavelmente fora fruto do ensinamento de Jesus aos apóstolos , veja:
    “Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, para anunciar a promessa da vida em Jesus Cristo, ao amado filho Timóteo: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor....Lembro-me da fé sincera que há em ti, a mesma que havia antes na tua avó Lóide, depois na tua mãe Eunice e que agora, estou convencido, também há em ti. Por esse motivo, convido-te a reavivar o dom de Deus que está em ti pela imposição das minhas mãos. “(2 Tm 1,1-6)

    Como esta resposta está tornando-se longa eu pararei aqui. E enquanto aguardo sua reflexão sobre minha resposta continuarei elaborando sobre a parte que resta.

    Feliz ano novo!

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  4. Você diz: “entretanto, não se deve esquecer que a bíblia não é a fonte de toda a verdade, se assim o fosse deveríamos seguir a bíblia e não a Deus.” Você é realmente cômico, gosto disso. Pergunto-me como seria isso. Você conseguiria estudar filosofia sem conhecer português? Ou melhor, você conseguiria estudar filosofia sem conhecer Platão e o mito da caverna? Quem sabe você conseguiria estudar filosofia sem conhecer o ateísmo de friedrich Nietzsche, ou o os conceitos dos pré-socráticos sobre a existência do mundo. (Tales de mileto, Anaxágoras, Anaxímenes de mileto, Anaximandro de mileto e outros), ou ainda estudar filosofia sem as definições da busca da felicidade de Aristóteles, que diz que é conseguida através da vida contemplativa da filosofia, ou estudar Kant sem a investigação da subjetividade e a faculdade de conhecimento. Pode você fazer isso? Então ninguém pode seguir a Bíblia se não conhece realmente a Deus e a sua verdade revelada “Cristo”.
    Quando a Bíblia diz: “Se fossem escritas uma por uma, penso que os livros que seriam escritos não caberiam no mundo.” Isto é uma hipérbole, visto que o amado João quis salientar que foram muitas as maravilhas que Jesus fez. Isto não nos dá a presunção de afirmar que a Bíblia não é a fonte de toda verdade. Sendo assim poderíamos dizer que sendo a maioria dos filósofos ateus, seus pensamentos são todos malditos. Isto seria um absurdo afirmar.
    Você diz: “Veja, caro Ricardo, que Jesus após a sua ressurreição esteve ainda quarenta dias com os apóstolos ensinando-lhes muitas coisas. Estas coisas, porém não estão na bíblia então o que faremos? Desconsideremos tudo o que ele disse e ensinou? Será que a Assembléia de Deus concorda com isso? É uma boa questão essa, pois ela implica outra: os “pastores” da Assembléia de Deus são ordenados por outros “pastores” ou “bispos”, mas se voltarmos ao fundador da Assembléia iremos ver que ele não foi ordenado por ninguém, pois ele por orgulho de fundar e ser concorrente de Cristo fundou a sua própria igreja, ditando os seus costumes juntamente com a bíblia.” Você só esqueceu-se de dizer que Jesus também foi visto por mais de quinhentos irmãos I Co 15.6. Agora lhe pergunto amado amigo, quem separou Paulo para o apostolado? Rm 1.1 diz: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus” I Co 1.1 diz melhor ainda: “Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus)” II Co 1.1 ele ainda afirma : “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus” Mas é em Gálatas que ele é enfático em afirmar: “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos) Gl 1.1” Continuo a perguntar quem separou Paulo para o apostolado? Será que Paulo por orgulho ou por que queria ser concorrente de Cristo se autodenominou apóstolo? Não vejo problema em pastores serem ordenados por outros pastores, ou será que você queria que o papa “a pedra” ordenasse os pastores.
    Espero que tenham sido proveitosas essas refutações. Sendo assim espero notícias e sinceras reflexões a respeito do assunto que lhe convir.
    Feliz ano novo com Jesus!

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  5. Obs: A resposta completa está na página principal do Blog na postagem "Resposta a um filósofo sobre Maria"

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