quinta-feira, 24 de junho de 2010

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

As nossas palavras não têm o mero efeito de ar saindo da boca, mas são como flechas que podem até trazer a morte, como está escrito em Jeremias 9:8.
Podemos ver nesses versículos uma confirmação da mesma linha de ensinamento bíblico sobre o potencial mortífero da língua fora de controle, quando usada para trazer morte ao invés de vida. O pior é quando tais palavras são proferidas por pessoas que gostamos ou que temos ou tínhamos consideração. Pessoas que às vezes apoiam-se na desculpa de de não ter instrução e serem criadas em ambientes desfavoráveis e aproveitam-se para disparar e agredir pessoas com palavras chulas e grosseiras, sabendo que amanhã ou depois essas tais pessoas irão perdoar pela sua ignorância e falta de discernimento. Infelizmente algumas pessoas não tem tanta paciência e disposição para perdoar, pois tais palavras são tão duras e penetrantes que rasgam a alma como lâmina afiada.

As palavras nocivas e prejudiciais que soltamos sem pensar duas vezes podem ser flechas que ainda trarão a nossa própria morte precoce. Por isso, precisamos tomar muito cuidado e evitar esses tipos de colocações verbais.
Não é preciso ter muita instrução ou ter bacharel ou mestrado em qualquer especialidade que seja, basta ter um mínimo de educação e respeito pelo próximo e por sí mesmo. Sair por aí disparando palavras de maldição e às vezes querer ser o dono ou dona da razão é simplesmente patético.

A passagem bíblica que me fez acordar para essa verdade, que expressa com muita precisão esse incrível poder que possuímos em nossas bocas, está em Provérbios, quando Deus disse: "A morte e a vida estão no poder da língua" (18.21). A expressão "morte e a vida estão no poder" não está se referindo a uma forma apenas figurativa ou ilustrativa; está falando de um princípio real e com conseqüências diretas e tangíveis sobre as nossas próprias vidas, como também nas das pessoas ao nosso redor.

O fato triste é que a maioria delas somente descobre esse poder tarde demais, quando os efeitos colocados em ação por palavras torpes liberadas já vieram à tona. Tiago se expressa com veemência sobre o poder das nossas palavras negativas, quando diz que a língua usada da forma errada é "um mundo de iniqüidade"; que "contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno"; e, por último, que ela é "um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero" (Tg 3.6, 8 - NVI).
Podemos ver nesses versículos uma confirmação da mesma linha de ensinamento bíblico sobre o potencial mortífero da língua fora de controle, quando usada para trazer morte ao invés de vida.
Não libere palavras de morte, nem brincando, sobre si mesmo ou outras pessoas ao seu redor. Principalmente em pessoas que gostamos. Senão, o que você fala pode acontecer, para sua própria angústia. Seja uma fonte de bênção com suas palavras e jamais de maldição. Use o poder contido na sua língua para trazer vida e nunca a morte.

Somos os principais afetados por nossas palavras de destruição. Nossas palavras influenciam até a maneira de Deus nos julgar. Jesus estava tratando disso, quando falou: "Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado" (Mt 12.36, 37). Sabendo da tremenda influência que elas têm, deveríamos ter muita cautela em falar corretamente e jamais usarmos as nossas bocas para liberar a calamidade. Às vezes pode ser tarde demais, pode ser um caminho sem volta e sem perdão.

Domar a língua é um processo diário e que exige muito autocontrole, disciplina e compromisso. Controle a sua língua.