sábado, 27 de agosto de 2011

O CRENTE E A TEOLOGIA


O pressuposto de que o crente leigo não está interessado em teologia é bem comum entre os pastores. Dizem que é preciso pregar sermões práticos e pertinentes (Como se a teologia da palavra de Deus não fosse prática ou pertinente) em vez de sermões de teoria. Mas toda prática é prática de alguma teoria, e se você estiver ignorante da teoria, com certeza a sua prática vai ser errada.

Na minha opinião. a noção de evitar sermões de doutrina e teologia é apenas uma tentativa de desculpar a preguiça do pastor que não quer fazer o trabalho referido para se preparar e ensinar doutrina.

Na psicologia moderna há uma destinção entre a cabeça e o coração. Dizem que a fé verdadeira é uma coisa do coração e não apenas a cabeça. Os liberais, e até muitos evangélicos, acham que a fé é algo irracional, que é o contrário de conhecimento. A fé é vista como encontrada nas emoções. Mas a Bíblia não tem nada disso. Na Bíblia não existe uma distinção entre a cabeça e o coração. Fé na Bíblia é altamente racional. As emoções não tem quase nada a ver com ela.

Mas uma heresia ligada a isso é noção de que os problemas da fé são emocionais e devem ser tratados com terapia em vez de instrução e orientação nas doutrinas da Bíblia. Vejá só, não estou negando a importância da  terapia cristã, mas estou dizendo que a melhor terapia não basta sem o ensino da doutrina. As vezes a falta de apologética pode até criar uma crise na vida do crente ao enfrentar questões importantes.

O fato é que todos os crente já são teólogos. A única pergunta a ser respondida é: Será que eles são teólogos bons ou ruins? Parece que a maioria dos crentes são teólogos ruins e a culpa disso fica plenamente nos ombros dos pastores. O crente deve ser um bom teólogo e um apologista também. O pastor tem a responsabilidade de formar apologistas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário