sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CÉTICOS, ARF...

Os argumentos de Agostinho contra o ceticismo ainda continuam sendo o ponto de partida apropriado para qualquer refutação desse erro. Os céticos alegam que ninguém pode conhecer algo; nenhuma proposição é verdadeira. Observamos a contradição lógica e auto-refutadora de tais afirmações. Agostinho não menciona essa objeção, focando-se ao invés disso numa linha de ataque diferente. Mesmo os céticos mais radicais sabem que eles existem. "Si fallor sum", Agostinho escreveu. Se estou enganado, então devo existir. A existência é uma condição necessária para cometer enganos. 

Pessoas que não existem não podem estar erradas. Mas se eu sei que existo, então o ceticismo (a visão de que ninguém pode saber algo) deve ser falso. Se conhecemos ao menos uma verdade, o ceticismo está refutado.

Essa refutação particular do ceticismo é interessante por várias razões. (Primeiro) Como Armstrong explica, “ela significa que o homem tem conhecimento direto e imediato, não através dos sentidos, de pelo menos uma realidade espiritual: ele como um sujeito pensante”. (Segundo) Embora Agostinho admitisse que certo conhecimento humano é obtido através dos sentidos, “o conhecimento mais alto e importante para ele é esse contato imediato da mente
com a realidade espiritual e inteligível para a qual o primeiro passo é nossa consciência do nosso ser como uma realidade viva e pensante”. (Terceiro) Além do mais, Armstrong continua, “Ao conhecer nossa existência conhecemos uma verdade e, tendo uma vez refutado os (céticos) e nos libertado do ceticismo sem esperança ao chegar nessa certeza absoluta, seremos capazes de continuar e descobrir que conhecemos outras verdades”. (Quarto) Uma reflexão cuidadosa sobre as verdades que podemos conhecer revela-as como sendo eternas e imutáveis. De onde tais verdades podem vir? Para Agostinho, elas podiam vir somente de uma Mente eterna e imutável.

Um comentário:

  1. Toda Sabedoria, honra, Glória e poder é do todo poderoso criador dos Céus e da terra!

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