terça-feira, 26 de novembro de 2019

PASTOR TAMBÉM TEM ALMA

Em tempos em que ser pastor é sinônimo de riqueza, para muitos incautos que não meneiam nem captam o quão é desgastante, e porque não dizer injusto, o trabalho de um pastor. Tanto emocionalmente como fisicamente. Quero aqui abordar algumas questões que merecem atenção. Não sou pastor, mas nessa postagem quero me colocar como tal para que você leitor entenda de perto o que se passa na vida de alguns pastores que já tive a oportunidade de conversar.

Você já percebeu que é bem mais fácil resolver os problemas dos outros do que o nosso? É bem mais fácil sentar para aconselhar alguém do que tentar resolver o nosso próprio problema. Pregamos para fortalecer a tantos, mas quem nos fortalece? Somos amigos de muitos e escutamos a muitos, mas quem nos escuta? Pregamos vitória para tantos e quando terminamos de pregar é como se aquela palavra não valesse para nós, só vale para os que nos ouvem. Pregamos fé para tantos mas na hora da pressão, a dúvida se apodera de nós. Pregamos ânimo, alentamos a muitos, mas quando precisamos de alento não encontramos na nossa própria confiança o alento do qual tanto falamos.

O interessante é que o púlpito é muito perigoso, porque quando você está pregando a palavra, parece que há uma graça específica para cada pregação. Temos uma autoridade específica para cada ministração. Pregador debaixo da graça e com a bíblia na mão vira gigante. Não tem medo nem de Satanás em pessoa, se o diabo aparecer o pregador cheio da graça resolve na hora.

O grande problema é que quando descemos do púlpito, entramos no mundo em que você não tá mais envolvido pelo "poder" da própria pregação, e entra na sua vida normal, o homem natural, aí você sente a fraqueza e a pequenez do próprio homem.

"É POR ISSO QUE A NOSSA CONFIANÇA NUNCA DEVE ESTÁ EM QUEM PREGA, TEM QUE ESTÁ EM QUEM ENVIOU A PALAVRA"

A sensação que as pessoas tem quando estão em provação e ouvem uma mensagem de estímulo, é que no pastor não há dor, que nós somos alados, seres transcendentais, angelicais e demasiadamente espirituais. A imagem que se tem é que aquela figura no púlpito pregando sobre dor não sente dor.

Quero que você atentem e repensem antes de falar do seu pastor, pois pesquisando sobre o que é a vida de alguns pastores, encontrei alguns dados na Schaeffer institute dos Estados Unidos, que segue neste link, dados estarrecedores onde pesquisas revelam que 97% dos pastores já foram traídos, acusados falsamente ou feridos por amigos de confiança. 70% dos pastores lutam com depressão. 7.000 igrejas fecham a cada ano. 1.500 pastores abandonam o ministério por mês. 10% se aposentarão como pastores. 80% se sentem desencorajados. 94% das famílias dos pastores sentem o peso do ministério. 78% dos pastores não têm amigos íntimos. 90% dos pastores afirmam trabalhar entre 55 e 75 horas semanais. E pasmem, mais de 50% dos pastores já pensaram em suicídio pelo menos uma vez na vida. A mesma pesquisa mostra que a função pastoral está entre as quatro atividades mais difíceis do país.

Pastores tem que lhe dar com suas dores e com as dores do povo, seus anseios e anseios da igreja. Orem pelo seu pastor, seu único amigo é Jesus. Eles mergulham em seus quartos, e as vezes choram, suplicam, gemem, entram em lutas espirituais que talvez um de nós não suportaríamos. Homens de poucas amizades, pois a quem confiaria conversar e desabafar sobre suas lutas? 

Deixo agora uma mensagem para você que é pastor e se identificou com algumas das nuances ora aqui postada "BUSQUE FORÇA NAQUELE QUE TE FARÁ VITORIOSO APESAR DO DESERTO, ENCONTRE ÂNIMO NO SENHOR"

Deus vos abençoe !!!

Pb Ricardo André

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