sábado, 7 de março de 2020

BRIGAS POR CARGOS NA IGREJA

É assombroso como o apetite por títulos e recompensas na vida religiosa, em
particular a “evangélica” tem assumido proporções que chegam mesmo as raias do
ridículo. Uma demonstração dessa triste realidade é a criação e proliferação de novos
títulos nas diversas denominações para descrever os “superministérios”, poderíamos dizer
os “mais grandes”. Digo “mais grande” por que no Reino de Deus não existe maior, por
isso uso o termo “mais grande” onde até a forma lingüística está errada...

É oportuno lembrar que essa “onda” começou com o título de bispo, porém com o
surgimento rápido de várias “igrejas”, esse título acabou ficando comum (aqui abro um
parêntese, até a Assembléia de Deus, uma igreja de uma certa tradição e séria entrou nessa
“onda”, criando o seu bispo vitalício).

Acontece que o título de bispo, de uma certa maneira, também ficou comum. Nesta
perspectiva, vários líderes que já eram “bispos”, não contentes com esse título, porque o
mesmo já não representava a “majestade” de seus ministérios, se auto-consagraram
“apóstolos” e pasmem! até apóstolas!?...

Seguindo-se bem de perto a esse modismo do “mais grande”, vem a fanfarronice e
o exibicionismo visíveis nas traseiras dos automóveis, tais como: “Deus me deu”; “sou
filho do rei”; “não sou dono do mundo, mas sou filho do dono”; “... a igreja com cara de
leão”; “temos visto a face de Deus”... “Nossa igreja vai salvar o mundo todo”;...
O crítico é que esse comportamento não se restringe apenas ao Brasil. Tal atitude
também está presente na outra América em nossos vizinhos latinos.
Essas ostentações exibicionistas e ainda uma boa parcela de outras coisas do que se
considera normal como partes da nossa “cultura da auto-estima” perfazem uma vida alheia
ao estarmos na presença de Deus. Porque tais atitudes são puramente idólatras (neste caso
egolatria). Onde as pessoas fazem questão de ostentar a imagem de são superiores,
melhores, especiais e mesmo afortunados... Infelizmente, tal atitude além de ser um pecado
do indivíduo, expõe ao ridículo a comunidade do Reino de Deus.

Ricardo André

Crédito da imagem : Esbocandoideias.com

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